UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2025
Mulher, 44 anos, queixa-se, há 2 anos, de aumento de volume menstrual e dismenorreia com piora progressiva. Ultrassonografia transvaginal no 24º dia do ciclo menstrual: útero em anteversoflexão, aumentado de volume, parede corporal posterior com espessura 3 vezes maior que a parede anterior, contendo imagens anecóicas e ilhas hiperecogênicas miometriais de permeio, predominantemente, na parede posterior; endométrio de aspecto hiperecogênico, centrado, homogêneo, com 12mm de espessura; ovário direito com imagem hipoecogênica, irregular, com 20mm no maior diâmetro e halo vascular ao redor. A principal hipótese diagnóstica é:
Útero aumentado, dismenorreia progressiva, sangramento menstrual intenso, espessamento assimétrico do miométrio com cistos/ilhas hiperecogênicas na USG → Adenomiose.
A adenomiose é caracterizada pela presença de tecido endometrial ectópico dentro do miométrio, levando a um útero aumentado e sintomas como dismenorreia progressiva e sangramento uterino anormal. A ultrassonografia transvaginal é um método diagnóstico chave, revelando achados como espessamento assimétrico da parede uterina, cistos anecóicos e ilhas hiperecogênicas no miométrio.
A adenomiose é uma condição ginecológica caracterizada pela presença de tecido endometrial ectópico (glândulas e estroma) dentro do miométrio, a camada muscular do útero. Essa condição leva a uma hipertrofia e hiperplasia do miométrio circundante, resultando em um útero aumentado de volume e, frequentemente, doloroso. A prevalência é variável, mas é comum em mulheres na perimenopausa e multíparas. Os sintomas clássicos incluem menorragia (sangramento menstrual intenso e prolongado) e dismenorreia secundária e progressiva (dor menstrual que se agrava com o tempo). O diagnóstico é primariamente clínico e por imagem. A ultrassonografia transvaginal é o método de primeira linha, revelando achados como útero globoso, espessamento assimétrico da parede miometrial (especialmente a posterior), cistos anecóicos ou ilhas hiperecogênicas no miométrio, e heterogeneidade da ecotextura miometrial. A ressonância magnética pode ser utilizada para casos mais complexos ou para diferenciação de outras patologias. O tratamento da adenomiose depende da intensidade dos sintomas, idade da paciente e desejo de gravidez. Opções incluem analgésicos, anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), terapia hormonal (progestagênios, DIU hormonal com levonorgestrel, análogos de GnRH) para controlar o sangramento e a dor. Em casos de sintomas refratários e desejo de não ter mais filhos, a histerectomia é a única cura definitiva. O manejo da dor e do sangramento é crucial para melhorar a qualidade de vida das pacientes.
Os sintomas clássicos da adenomiose incluem dismenorreia secundária e progressiva (dor menstrual intensa que piora com o tempo), menorragia (sangramento menstrual excessivo) e, em alguns casos, dor pélvica crônica. O útero pode estar aumentado e doloroso à palpação.
A ultrassonografia transvaginal é a principal ferramenta não invasiva para o diagnóstico da adenomiose. Ela pode revelar um útero globoso e aumentado, espessamento assimétrico do miométrio, cistos miometriais anecóicos, estrias hiperecogênicas e áreas de heterogeneidade na parede uterina, especialmente na posterior.
O principal diferencial é a miomatose uterina. Enquanto a adenomiose é uma doença difusa do miométrio, os miomas são tumores benignos bem delimitados. Na USG, a adenomiose mostra espessamento e heterogeneidade difusa, enquanto os miomas são massas nodulares com pseudocápsula. A ressonância magnética pode ser útil em casos duvidosos.
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