IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2022
Mulher de 32 anos de idade refere que seu parceiro foi diagnosticado com gonorreia há 1 dia. O exame ginecológico mostra conteúdo vaginal aumentado, amarelado. Para a pesquisa do gonococo, deve-se coletar material:
Pesquisa de gonococo → coleta de material do endocérvice para diagnóstico de cervicite.
A Neisseria gonorrhoeae tem predileção por células colunares do epitélio endocervical. Portanto, para o diagnóstico de gonorreia em mulheres, a coleta de material do endocérvice é o método mais sensível e recomendado, especialmente na presença de cervicite.
A gonorreia é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae, que afeta principalmente as mucosas do trato geniturinário, reto e faringe. Em mulheres, a infecção cervical é a mais comum e frequentemente assintomática, o que dificulta o diagnóstico e favorece a transmissão e o desenvolvimento de complicações. Para o diagnóstico laboratorial da gonorreia em mulheres, a coleta de material do endocérvice é o padrão ouro, devido à predileção da bactéria por células epiteliais colunares. Métodos como cultura em meios seletivos (Thayer-Martin) ou testes de amplificação de ácidos nucleicos (NAATs) são utilizados. Em casos de suspeita de infecção em outros sítios, como uretra, reto ou faringe, amostras desses locais também devem ser coletadas. O tratamento da gonorreia deve ser iniciado prontamente para evitar complicações como doença inflamatória pélvica (DIP), infertilidade e gravidez ectópica. As diretrizes atuais recomendam terapia combinada com ceftriaxona intramuscular e azitromicina oral para cobrir possíveis coinfecções com Chlamydia trachomatis e combater a resistência antimicrobiana.
A Neisseria gonorrhoeae tem tropismo por células epiteliais colunares, que são abundantes no endocérvice, tornando essa área o local de maior sensibilidade para o diagnóstico da infecção.
Além do endocérvice, a gonorreia pode afetar a uretra, reto e faringe. Em casos de infecção disseminada, pode haver artrite, dermatite e endocardite.
O diagnóstico e tratamento precoces são cruciais para prevenir complicações graves como doença inflamatória pélvica (DIP), infertilidade, gravidez ectópica e dor pélvica crônica.
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