Erisipela Infecciosa: Principal Agente Etiológico e Tratamento

HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2023

Enunciado

Mulher, 66 anos, procura atendimento por febre diária há cerca de três dias, associada a calafrios e dor no membro inferior esquerdo, onde surgiu uma extensa área hiperemiada. Relata antecedente pessoal de hipertensão arterial sistêmica em uso de enalapril 5 mg 2x/dia. Exame físico: Glasgow 15, auscultas cardíaca e pulmonar normais; propedêutica abdominal normal; membro inferior direito sem achados, membro inferior esquerdo com achados sugestivos de erisipela infecciosa. Para a terapêutica apropriada, é fundamental o conhecimento de que o principal agente etiológico envolvido é:

Alternativas

  1. A) haemophilus influenzae.
  2. B) bacteroides fragilis.
  3. C) staphylococcus aureus.
  4. D) streptococcus pyogenes.
  5. E) escherichia coli.

Pérola Clínica

Erisipela = infecção cutânea superficial → principal agente é Streptococcus pyogenes.

Resumo-Chave

A erisipela é uma infecção cutânea superficial que afeta a derme superior e os vasos linfáticos, caracterizada por bordas bem definidas e rápida progressão. O principal agente etiológico é o Streptococcus pyogenes (Estreptococo beta-hemolítico do grupo A), que requer tratamento com antibióticos com cobertura para estreptococos.

Contexto Educacional

A erisipela é uma infecção bacteriana aguda da pele e do tecido subcutâneo superficial, caracterizada por eritema, edema, calor e dor, com bordas bem demarcadas e elevadas. É frequentemente acompanhada por sintomas sistêmicos como febre, calafrios e mal-estar. A infecção geralmente ocorre através de uma porta de entrada na pele, como feridas, fissuras ou picadas de insetos, e afeta predominantemente os membros inferiores e a face. O principal agente etiológico da erisipela é o Streptococcus pyogenes, também conhecido como Estreptococo beta-hemolítico do grupo A (GAS). Este microrganismo é responsável pela maioria dos casos de erisipela, diferenciando-a da celulite, que pode ter uma etiologia mais variada, incluindo Staphylococcus aureus. A rápida disseminação do Streptococcus pyogenes pelos vasos linfáticos explica a progressão acelerada e as bordas bem definidas da lesão. O diagnóstico da erisipela é clínico, baseado nos achados característicos da lesão cutânea e nos sintomas sistêmicos. O tratamento é feito com antibióticos que cubram o Streptococcus pyogenes, sendo a penicilina a droga de escolha. Para pacientes alérgicos à penicilina, cefalosporinas de primeira geração ou clindamicina podem ser utilizadas. O reconhecimento precoce e o tratamento adequado são cruciais para prevenir complicações como abscessos, fasciite necrosante e sepse.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais diferenças clínicas entre erisipela e celulite?

A erisipela é uma infecção mais superficial da derme e vasos linfáticos, caracterizada por lesões eritematosas, edematosas, brilhantes, com bordas bem definidas e elevadas. A celulite é uma infecção mais profunda, atingindo a derme e o tecido subcutâneo, com bordas geralmente mal definidas e menos elevadas.

Qual o tratamento antibiótico de primeira linha para erisipela?

O tratamento de primeira linha para erisipela é com antibióticos que cubram Streptococcus pyogenes, como penicilina (penicilina cristalina intravenosa para casos graves ou penicilina G benzatina intramuscular para casos leves a moderados) ou cefalosporinas de primeira geração. Em caso de alergia à penicilina, clindamicina pode ser uma alternativa.

Quais são os fatores de risco para o desenvolvimento de erisipela?

Fatores de risco incluem lesões na pele (feridas, picadas de inseto, úlceras), edema crônico (linfedema, insuficiência venosa), obesidade, diabetes mellitus, imunossupressão e história prévia de erisipela.

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