HSL PUCRS - Hospital São Lucas da PUCRS (RS) — Prova 2024
Mulher, 21 anos, procura atendimento médico por dor durante o ato sexual, na tentativa de penetração vaginal. Refere que a primeira atividade sexual foi aos 18 anos e que esta não foi uma boa experiência. Desde então tentou inúmeras vezes a prática penetrativa, sempre com queixa de dor. Sente que sua musculatura vaginal se contrai de forma involuntária, o que causa a dificuldade, apesar de querer consumar o ato. Sente desejo sexual e prazer com outras práticas sexuais que não sejam penetração. Deseja ajuda, pois essa situação está lhe causando sofrimento e dificuldade nas relações interpessoais com parcerias. Em relação ao acaso, afirmase:I. A persistência dos sintomas por mais de 6 meses e a presença do sofrimento conduzem à hipótese diagnóstica de disfunção sexual.II. O tratamento inicial é baseado em técnica de dessensibilização sistemática.III. O exame físico é fundamental para confirmar a função sexual saudável. Estão corretas as afirmativas:
Vaginismo: dor penetrativa + contração involuntária vaginal por > 6 meses + sofrimento → dessensibilização sistemática é tratamento inicial.
O vaginismo é caracterizado por dor persistente ou recorrente durante a tentativa de penetração vaginal, associada à contração involuntária da musculatura do assoalho pélvico. O diagnóstico requer a persistência dos sintomas por mais de 6 meses e sofrimento clinicamente significativo. O tratamento inicial foca em técnicas de dessensibilização sistemática e terapia sexual.
O vaginismo é uma disfunção sexual feminina caracterizada por dor persistente ou recorrente durante a tentativa de penetração vaginal, acompanhada de contração involuntária da musculatura do assoalho pélvico. Essa condição, muitas vezes, gera sofrimento significativo e impacta negativamente a qualidade de vida e os relacionamentos da mulher, sendo crucial o reconhecimento e manejo adequados pelos profissionais de saúde. Para o diagnóstico, é fundamental que os sintomas persistam por pelo menos 6 meses e causem sofrimento clinicamente significativo à paciente. A história clínica detalhada, incluindo a descrição da dor, a presença de contrações musculares involuntárias e o impacto psicossocial, é a base para a suspeita diagnóstica. O tratamento inicial do vaginismo é predominantemente não farmacológico, centrado em técnicas de dessensibilização sistemática, que incluem exercícios de relaxamento, uso de dilatadores vaginais progressivos e terapia sexual, visando reduzir a ansiedade e a resposta de contração muscular. Embora o exame físico seja importante para excluir causas orgânicas de dispareunia, ele não é o principal meio para "confirmar a função sexual saudável" em casos de vaginismo e pode ser extremamente doloroso e traumático para a paciente. A abordagem deve ser empática, focando na história e no sofrimento, e o tratamento deve ser multidisciplinar, envolvendo ginecologistas, psicólogos e fisioterapeutas pélvicos.
O vaginismo é diagnosticado pela dor persistente ou recorrente durante a tentativa de penetração vaginal, associada à contração involuntária da musculatura vaginal, com duração superior a 6 meses e causando sofrimento clinicamente significativo.
A dessensibilização sistemática é uma técnica terapêutica que envolve exercícios de relaxamento, uso progressivo de dilatadores vaginais e terapia sexual. O objetivo é reduzir a ansiedade e a resposta de contração muscular, permitindo a penetração de forma gradual e confortável.
O exame físico é importante para excluir causas orgânicas de dor, mas não é o principal para confirmar o vaginismo. Deve ser realizado com extrema cautela e empatia, pois pode ser doloroso e traumático para a paciente, focando-se mais na história clínica e no sofrimento.
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