Adenomiose: Sinais Clínicos e Diagnóstico em Mulheres Multíparas

SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2015

Enunciado

Mulher de 42 anos procura atendimento com queixa de sangramento menstrual anormal caracterizado pelo aumento dos dias e da quantidade do fluxo, há dois anos, com piora nos últimos meses, associado à dismenorreia progressiva. Tem antecedentes de três partos normais, laqueadura tubária há dez anos, sem nenhuma comorbidade. Nega dispareunia e sinusiorragia. Diante desse quadro, a principal hipótese diagnóstica é:

Alternativas

  1. A)  hemorragia uterina disfuncional.
  2. B) endometriose. 
  3. C) adenomiose.
  4. D) hemorragia da perimenopausa.

Pérola Clínica

Mulher >40a, multípara, menorragia + dismenorreia progressiva → Adenomiose.

Resumo-Chave

A adenomiose é uma forte hipótese em mulheres multíparas na perimenopausa que apresentam sangramento menstrual anormal (menorragia) e dismenorreia progressiva, devido à presença de tecido endometrial no miométrio.

Contexto Educacional

A adenomiose é uma condição ginecológica caracterizada pela invasão de glândulas e estroma endometrial no miométrio, resultando em hipertrofia e hiperplasia do músculo liso uterino. É uma causa comum de sangramento uterino anormal (menorragia) e dismenorreia secundária e progressiva, afetando principalmente mulheres multíparas na faixa etária de 35 a 50 anos. A apresentação clínica típica inclui menorragia, dismenorreia progressiva e, por vezes, dor pélvica crônica. Ao exame físico, o útero pode estar aumentado, globoso e sensível à palpação. A história de multiparidade e a ausência de outras comorbidades ou sintomas como dispareunia e sinusiorragia (que poderiam sugerir endometriose ou lesões cervicais) reforçam a suspeita. O diagnóstico é clínico e confirmado por exames de imagem como ultrassonografia transvaginal e ressonância magnética. O tratamento pode ser clínico (hormonal, anti-inflamatórios) ou cirúrgico (histerectomia), dependendo da gravidade dos sintomas, idade da paciente e desejo de preservar a fertilidade. Para o residente, é crucial reconhecer essa tríade clínica para um diagnóstico precoce e manejo adequado.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para adenomiose?

Os principais fatores de risco incluem multiparidade, idade avançada (geralmente >35 anos), cirurgias uterinas prévias como curetagem ou cesariana, e histórico de endometriose.

Como a dismenorreia na adenomiose difere de outras causas?

A dismenorreia na adenomiose é tipicamente secundária e progressiva, ou seja, piora com o tempo e não melhora com analgésicos comuns. É causada pela inflamação e contrações uterinas dolorosas devido ao tecido endometrial ectópico.

Qual a relação entre multiparidade e adenomiose?

A multiparidade é um fator de risco significativo para adenomiose, possivelmente devido a traumas uterinos repetidos durante o parto, que podem facilitar a invasão do endométrio no miométrio.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo