UNIRG - Universidade de Gurupi (TO) — Prova 2025
Mulher de 24 anos, procura atendimento buscando adotar método contraceptivo. Diz já ter usado anticoncepcionais hormonais orais no passado, mas deixou de usá-los há cerca de dois anos. Ela relata ciclos menstruais regulares, porém com fluxo aumentado e cólicas intensas nos primeiros meses. Há histórico familiar de trombose venosa profunda. Ela não deseja engravidar no momento e busca uma opção eficaz e reversível. Ela questiona sobre métodos não hormonais, demonstrando preocupação com possíveis efeitos colaterais hormonais e buscando uma opção que não interfira em seu ciclo natural, e por isso ela pergunta ao médico se o “DIU de cobre” seria uma boa opção. Assinale a alternativa correta quanto às vantagens e desvantagens do Dispositivo Intrauterino (DIU) de cobre em comparação ao método que ela havia usado anteriormente.
DIU de cobre não protege contra ISTs e pode aumentar fluxo/cólicas, mas tem baixo risco de perfuração uterina na inserção.
O DIU de cobre é um método contraceptivo não hormonal altamente eficaz, mas suas desvantagens incluem o potencial de aumentar o fluxo menstrual e as cólicas, além de não oferecer proteção contra ISTs. A perfuração uterina é uma complicação rara, mas grave, associada à inserção.
O Dispositivo Intrauterino (DIU) de cobre é um método contraceptivo de longa duração, reversível e não hormonal, amplamente utilizado devido à sua alta eficácia. Ele atua liberando íons de cobre que criam um ambiente inflamatório estéril no útero, tóxico para espermatozoides e óvulos, impedindo a fertilização. É uma excelente opção para mulheres que buscam evitar hormônios ou que possuem contraindicações para métodos hormonais, como histórico de trombose. Em comparação com os anticoncepcionais hormonais orais, o DIU de cobre não afeta o sistema endócrino da mulher, mantendo seus ciclos menstruais naturais. No entanto, uma desvantagem comum é o potencial de aumentar o fluxo menstrual e as cólicas, o que pode ser um fator limitante para mulheres com dismenorreia ou menorragia pré-existentes. Os anticoncepcionais orais, por outro lado, geralmente reduzem esses sintomas. Outro ponto crucial é que o DIU de cobre, assim como outros métodos contraceptivos, não oferece proteção contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), sendo necessário o uso concomitante de preservativos para essa finalidade. A perfuração uterina é uma complicação rara, mas grave, associada à inserção do DIU, que exige habilidade do profissional e técnica adequada. A escolha do método contraceptivo deve ser individualizada, considerando o perfil da paciente, suas preferências, histórico de saúde e riscos associados a cada opção.
As principais vantagens do DIU de cobre incluem ser um método não hormonal, de longa duração (até 10 anos), alta eficácia contraceptiva e reversibilidade imediata após a remoção. Ele não interfere no ciclo hormonal natural da mulher e não possui os riscos trombóticos associados aos hormônios.
As desvantagens do DIU de cobre podem incluir o aumento do fluxo menstrual e das cólicas (dismenorreia), especialmente nos primeiros meses após a inserção. Além disso, não oferece proteção contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e há um risco, embora baixo, de perfuração uterina durante a inserção.
Não, o DIU de cobre não oferece nenhuma proteção contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Para prevenir ISTs, é fundamental o uso de métodos de barreira, como o preservativo, em todas as relações sexuais.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo