FIB-4 Elevado: Próxima Conduta na Fibrose Hepática

HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2025

Enunciado

Mulher de 58 anos, portadora de diabete melito tipo 2, apresenta em avaliação de rotina valor de FIB-4 de 2,0.A próxima conduta deve ser

Alternativas

  1. A) repetir o escore FIB-4 em 2 anos.
  2. B) repetir o escore FIB-4 em 1 ano.
  3. C) solicitar RNM hepática.
  4. D) solicitar elastografia hepática.
  5. E) realizar biópsia hepática.

Pérola Clínica

FIB-4 > 1.3 (ou 2.67 em >65a) → alto risco de fibrose hepática avançada, indicar elastografia.

Resumo-Chave

O escore FIB-4 é uma ferramenta não invasiva para rastrear fibrose hepática avançada, especialmente em pacientes com fatores de risco como diabetes tipo 2. Um valor de 2,0 indica um risco intermediário a alto, justificando uma investigação mais aprofundada com métodos não invasivos de segunda linha, como a elastografia hepática, antes de considerar a biópsia.

Contexto Educacional

A doença hepática gordurosa não alcoólica (NAFLD) é a causa mais comum de doença hepática crônica no mundo ocidental, frequentemente associada a diabetes mellitus tipo 2, obesidade e síndrome metabólica. A progressão da NAFLD para esteato-hepatite não alcoólica (NASH) e fibrose hepática avançada (cirrose) é uma preocupação significativa, pois aumenta o risco de carcinoma hepatocelular e necessidade de transplante. O escore FIB-4 é uma ferramenta de rastreamento simples e de baixo custo, calculada a partir de exames laboratoriais de rotina, para identificar pacientes com maior risco de fibrose hepática avançada. Em pacientes com diabetes tipo 2, que têm alta prevalência de NAFLD, o FIB-4 é particularmente útil. Um valor de corte de 1,3 (ou 2,67 para pacientes com mais de 65 anos) é frequentemente usado para identificar pacientes que necessitam de investigação adicional. Quando o FIB-4 indica risco intermediário ou alto de fibrose (como 2,0), a próxima conduta recomendada é a realização de um teste não invasivo de segunda linha, como a elastografia hepática (FibroScan ou elastografia por ressonância magnética). Esses exames fornecem uma avaliação mais precisa da rigidez hepática, que se correlaciona com o grau de fibrose, ajudando a guiar as decisões terapêuticas e a evitar biópsias hepáticas desnecessárias, que são invasivas e têm riscos.

Perguntas Frequentes

O que é o escore FIB-4 e para que serve?

O escore FIB-4 é uma ferramenta não invasiva que utiliza idade, AST, ALT e plaquetas para estimar o grau de fibrose hepática, sendo útil no rastreamento de fibrose avançada em pacientes com doenças hepáticas crônicas, como a doença hepática gordurosa não alcoólica (NAFLD).

Qual a interpretação de um FIB-4 de 2,0 em um paciente com diabetes tipo 2?

Um FIB-4 de 2,0 em um paciente com diabetes tipo 2 indica um risco intermediário a alto de fibrose hepática avançada. Valores acima de 1,3 (ou 2,67 para >65 anos) geralmente requerem investigação adicional.

Por que a elastografia hepática é a próxima conduta após um FIB-4 elevado?

A elastografia hepática é um método não invasivo e mais preciso que o FIB-4 para quantificar a fibrose hepática. Ela ajuda a confirmar ou descartar fibrose avançada, evitando biópsias desnecessárias e guiando o manejo clínico.

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