USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2021
Mulher de 51 anos, nulípara, menopausa há 1 ano, retorna à consulta na unidade básica de saúde para checar mamografia de rastreamento. Tem como antecedente uma tia-avó com história de câncer de mama e fez uso de contraceptivo hormonal combinado por 20 anos. Há um ano retirou o sistema intrauterino de levonorgestrel que vinha usando como método contraceptivo nos últimos 5 anos. Não apresenta alteração detectável no exame físico. O laudo da mamografia vem descrito como B1-RADS® 3 e apresenta a imagem abaixo. Considerando a história clínica e a imagem, assinale a alternativa que contenha a conduta mais adequada, segundo orientações do Ministério da Saúde.
BI-RADS 3 → achado provavelmente benigno, conduta é controle mamográfico em 6 meses.
A categoria BI-RADS 3 indica um achado provavelmente benigno, com uma chance de malignidade inferior a 2%. Nesses casos, a conduta recomendada é o acompanhamento com nova mamografia em seis meses para avaliar a estabilidade da lesão, evitando biópsias desnecessárias.
O sistema BI-RADS (Breast Imaging Reporting and Data System) é uma ferramenta padronizada para classificar achados em exames de imagem da mama, como mamografia, ultrassonografia e ressonância magnética. Ele visa uniformizar a linguagem e as condutas, facilitando a comunicação entre os profissionais e a tomada de decisão clínica. A categoria BI-RADS 3 indica um achado provavelmente benigno, com uma probabilidade de malignidade muito baixa, geralmente inferior a 2%. Exemplos incluem nódulos circunscritos não calcificados, assimetrias focais ou microcalcificações agrupadas. Nesses casos, a conduta preconizada pelo Ministério da Saúde e por diretrizes internacionais é o acompanhamento em curto prazo. A conduta mais adequada para um BI-RADS 3 é a realização de uma nova mamografia em seis meses. Esse seguimento permite avaliar a estabilidade da lesão. Se a lesão permanecer estável após 6 meses e, por vezes, após um segundo controle em 12 meses, ela pode ser reclassificada como BI-RADS 2 (benigna) e a paciente retorna ao rastreamento anual. A biópsia é reservada para casos em que há alteração na lesão durante o seguimento ou se houver alta suspeita clínica.
Um laudo BI-RADS 3 significa que o achado mamográfico é provavelmente benigno, com uma probabilidade de malignidade inferior a 2%. Requer acompanhamento em curto prazo para confirmar a estabilidade.
A conduta recomendada para um achado BI-RADS 3 é a realização de uma nova mamografia em seis meses para reavaliar a lesão. Se permanecer estável, pode-se retornar ao rastreamento anual ou considerar biópsia se houver alteração.
A ultrassonografia mamária pode ser solicitada como complemento em casos de BI-RADS 3 para melhor caracterização da lesão, especialmente em mamas densas, mas não substitui o seguimento mamográfico em 6 meses como conduta inicial.
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