PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2020
Mulher de 24 anos, nuligesta, assintomática, sexualmente ativa em uso de preservativo regularmente, com ciclos menstruais regulares foi submetida a procedimento de inserção de DIU T de cobre 380A há 15 dias, quando estava menstruada. Retorna hoje à UBS para consulta de controle e mostrar ultrassonografia transvaginal também realizada hoje e que mostra: útero de 61cm³, endométrio de 8mm homogêneo, DIU normoposicionado, ovário direito e esquerdo sem alterações, ausência de líquido livre na pelve. Assinale a conduta MAIS ADEQUADA a ser tomada nessa consulta.
DIU normoposicionado e paciente assintomática pós-inserção → controle anual com citologia.
Após a inserção de DIU de cobre e confirmação de seu posicionamento por ultrassonografia em paciente assintomática, o acompanhamento de rotina segue as diretrizes de rastreamento de câncer de colo uterino, geralmente com citologia anual ou bienal, dependendo da idade e histórico. Não há necessidade de exames de imagem anuais ou anticoncepcionais adicionais.
A inserção do DIU T de cobre 380A é um método contraceptivo de longa duração, altamente eficaz e reversível, que atua liberando íons de cobre que causam uma reação inflamatória estéril no endométrio, tornando-o hostil aos espermatozoides e óvulos. Após a inserção, é comum realizar uma ultrassonografia transvaginal para confirmar o correto posicionamento do dispositivo na cavidade uterina, geralmente entre 4 a 6 semanas ou na primeira menstruação pós-inserção. Uma vez confirmado o posicionamento e na ausência de sintomas como dor, sangramento excessivo ou sinais de infecção, o acompanhamento da paciente com DIU de cobre retorna à rotina ginecológica padrão. Isso inclui o rastreamento do câncer de colo uterino através da citologia, conforme as diretrizes nacionais (geralmente anual ou bienal, dependendo da idade e histórico da paciente), e consultas de rotina para avaliação geral da saúde. Não há indicação para ultrassonografias transvaginais anuais de rotina se o DIU estiver normoposicionado e a paciente assintomática, nem para a prescrição de contraceptivos orais combinados. O DIU de cobre tem uma duração de até 10 anos, e a orientação sobre sua remoção deve ser dada considerando essa validade, não necessariamente em 5 anos, a menos que a paciente deseje engravidar ou haja outra indicação.
A ultrassonografia pós-inserção é importante para confirmar o correto posicionamento do DIU na cavidade uterina, descartando deslocamento ou perfuração uterina, especialmente em pacientes com fatores de risco ou sintomas.
A frequência da citologia do colo uterino para pacientes com DIU segue as mesmas recomendações para a população geral, geralmente anual ou a cada três anos, dependendo da idade e dos resultados anteriores, pois o DIU não interfere no rastreamento do câncer cervical.
Sinais de alerta incluem dor pélvica intensa e persistente, sangramento vaginal excessivo ou irregular, febre, corrimento vaginal com odor fétido, ou a impossibilidade de sentir os fios do DIU, que podem indicar deslocamento, infecção ou perfuração.
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