UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2017
Mulher de 55 anos, negra, natural de Sergipe, casada, mãe de três filhos, é a segunda filha de uma prole de seis filhos. Pai e mãe já faleceram, ele por AVC e ela por câncer. Seu marido, com 58 anos, é filho único do terceiro casamento de seu pai. A paciente vem à unidade com frequência, com múltiplas queixas e com diferentes repercussões. No último ano, teve uma frequência semanal na unidade primária à saúde, e a equipe decidiu compreender melhor as circunstâncias que envolvem sua família. Para a aplicabilidade da técnica do genograma, deve-se considerar o(a):
Genograma: avalia padrões trigeracionais e dinâmica afetiva familiar para compreender queixas de saúde.
O genograma é uma ferramenta essencial na Atenção Primária para mapear a estrutura e dinâmica familiar ao longo de gerações. Permite identificar padrões de doenças, relacionamentos e eventos estressores que influenciam a saúde do indivíduo, como a trigeracionalidade e a dinâmica afetiva.
O genograma é uma ferramenta gráfica fundamental na Medicina de Família e Comunidade, utilizada para mapear a estrutura e a dinâmica familiar ao longo de pelo menos três gerações. Ele vai além da simples árvore genealógica, registrando informações sobre relacionamentos, eventos de vida significativos (nascimentos, mortes, casamentos, divórcios) e padrões de comportamento. Sua importância reside na capacidade de oferecer uma compreensão holística do contexto de saúde do paciente, identificando fatores familiares que podem influenciar o processo saúde-doença. A aplicabilidade do genograma é vasta, especialmente em casos de queixas múltiplas e recorrentes, onde fatores psicossociais e relacionais podem estar subjacentes. Ao analisar o genograma, o profissional de saúde busca padrões de trigeracionalidade – a repetição de comportamentos, doenças ou dinâmicas afetivas ao longo das gerações – e a dinâmica afetiva atual da família. Esses elementos são cruciais para entender como a família funciona como um sistema e como isso impacta a saúde individual. Para residentes, dominar a técnica do genograma é essencial para desenvolver uma abordagem centrada na família. Ele permite não apenas o diagnóstico de problemas, mas também a identificação de recursos e resiliências familiares, auxiliando na elaboração de planos de cuidado mais eficazes e personalizados, que considerem o paciente em seu contexto social e familiar.
Um genograma inclui símbolos para representar membros da família, seus relacionamentos, eventos importantes (nascimentos, mortes, casamentos, divórcios) e informações de saúde ao longo de pelo menos três gerações.
A trigeracionalidade refere-se à repetição de padrões de comportamento, doenças ou relacionamentos ao longo de três ou mais gerações, ajudando a identificar influências históricas na saúde atual do paciente.
Ao visualizar a estrutura e dinâmica familiar, o genograma permite ao médico identificar estressores, recursos e padrões de adoecimento que podem estar contribuindo para as queixas do paciente, oferecendo uma visão contextualizada.
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