Acalasia Tipo I: Diagnóstico pela Classificação de Chicago

SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2022

Enunciado

Mulher, 48 anos. História de disfagia progressiva para líquidos e sólidos há 2 anos. Perda não intencional de peso. Traz esofagograma com estreitamento distal “bico de pássaro”. Teste de Machado-Guerreiro negativo. Nasceu e mora no Recife. A manometria evidencia relaxamento incompleto do esfíncter inferior, ausência de peristalse e atividade contrátil do corpo esofágico. De acordo com a classificação Chicago, é CORRETO afirmar que a paciente apresenta

Alternativas

  1. A) doença de Chagas grau I.
  2. B) acalasia tipo I.
  3. C) acalasia tipo II.
  4. D) acalasia tipo III.
  5. E) doença de Chagas grau II.

Pérola Clínica

Manometria: relaxamento incompleto EEI + aperistalse esofágica + ausência de pressurização = Acalasia Tipo I (Chicago).

Resumo-Chave

A acalasia tipo I, conforme a classificação de Chicago, é caracterizada pela ausência completa de peristalse no corpo esofágico e relaxamento incompleto do esfíncter esofágico inferior (EEI), sem pressurização esofágica significativa. O esofagograma com sinal de 'bico de pássaro' é um achado radiológico clássico que corrobora o diagnóstico.

Contexto Educacional

A acalasia é um distúrbio motor primário do esôfago caracterizado pela perda das células ganglionares do plexo mioentérico, resultando em relaxamento incompleto do esfíncter esofágico inferior (EEI) e aperistalse do corpo esofágico. É uma condição rara, mas importante, que causa disfagia progressiva para líquidos e sólidos e perda de peso, impactando significativamente a qualidade de vida do paciente. O diagnóstico é estabelecido principalmente pela manometria esofágica de alta resolução, que é o padrão-ouro. A classificação de Chicago divide a acalasia em três tipos com base nos achados manométricos. O esofagograma com contraste, mostrando o sinal de 'bico de pássaro', é um achado radiológico clássico que corrobora o diagnóstico. A exclusão de causas secundárias, como a doença de Chagas (especialmente em áreas endêmicas), é fundamental. A acalasia tipo I, ou acalasia clássica, é definida pela manometria como relaxamento incompleto do EEI e ausência completa de peristalse no corpo esofágico, sem pressurização esofágica significativa. O tratamento visa aliviar a obstrução do EEI e pode incluir dilatação pneumática, injeção de toxina botulínica, miotomia de Heller (cirúrgica ou endoscópica - POEM) ou, em casos refratários, esofagectomia. A escolha depende da gravidade, tipo de acalasia e experiência do centro.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios manométricos para o diagnóstico de acalasia tipo I?

A acalasia tipo I é diagnosticada pela manometria de alta resolução quando há relaxamento incompleto do esfíncter esofágico inferior (EEI) e ausência completa de peristalse no corpo esofágico, sem pressurização esofágica significativa. Estes achados são cruciais para a diferenciação dos outros tipos.

Como o esofagograma auxilia no diagnóstico da acalasia?

O esofagograma pode revelar o clássico sinal de 'bico de pássaro' ou 'cauda de rato', que é o estreitamento distal do esôfago com dilatação proximal, indicando a falha de relaxamento do EEI. Este exame é um complemento importante à manometria.

Qual a diferença entre acalasia tipo I e doença de Chagas esofágica?

Ambos podem causar acalasia, mas a doença de Chagas é causada pelo *Trypanosoma cruzi* e o teste de Machado-Guerreiro seria positivo. A acalasia idiopática (tipo I) tem etiologia desconhecida e teste negativo, sendo a principal forma de acalasia em regiões não endêmicas.

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