SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2023
Mulher de 25 anos, G1P1 (vaginal), procura o ambulatório de ginecologia por se apresentar com nódulos inflamatórios que progrediram para úlceras altamente vasculares, avermelhadas e carnudas, sangram com facilidade ao contato. Refere ter tido episódio parecido no ano anterior que deixou uma cicatriz fibrosa semelhante a queloide na região inguinal. Fez uma biópsia há 15 dias que demonstrou células mononucleares contendo corpos ao redor. Qual o provável diagnóstico?
Úlceras genitais vasculares, carnudas, sangram fácil + corpos de Donovan na biópsia + cicatriz queloide → Donovanose.
A donovanose (granuloma inguinal) é uma IST crônica caracterizada por úlceras genitais progressivas, indolores, altamente vascularizadas e que sangram facilmente. A presença de "corpos de Donovan" (macrófagos com bactérias intracelulares) na biópsia é patognomônica, e a cicatrização pode deixar lesões queloides.
A donovanose, também conhecida como granuloma inguinal, é uma infecção sexualmente transmissível (IST) crônica causada pela bactéria intracelular Gram-negativa Calymmatobacterium granulomatis. É mais prevalente em regiões tropicais e subtropicais. A doença se manifesta por lesões granulomatosas progressivas que evoluem para úlceras indolores, altamente vascularizadas, avermelhadas e com aspecto carnudo, que sangram facilmente ao contato. A ausência de linfadenopatia dolorosa é uma característica importante, embora pseudobubões possam ocorrer. O diagnóstico da donovanose é confirmado pela identificação dos "corpos de Donovan" em esfregaços ou biópsias das lesões. Esses corpos são macrófagos contendo numerosos bacilos intracelulares, que são visualizados com colorações como Giemsa ou Wright. A história de lesões prévias que deixaram cicatrizes queloides na região inguinal é um dado clínico relevante que corrobora o diagnóstico, pois a cicatrização das úlceras pode ser hipertrófica. O tratamento da donovanose é feito com antibióticos, sendo a azitromicina a primeira escolha, seguida por doxiciclina, ciprofloxacino ou sulfametoxazol-trimetoprim. A terapia deve ser mantida até a cicatrização completa das lesões, o que pode levar várias semanas ou meses, para evitar recidivas. O diagnóstico diferencial inclui outras ISTs ulcerativas, como sífilis, cancroide e herpes genital, mas as características clínicas e histopatológicas da donovanose são bastante distintas.
As úlceras da donovanose são tipicamente indolores, progressivas, com aspecto granulomatoso, avermelhadas, carnudas e altamente vascularizadas, sangrando facilmente ao toque. Podem ser únicas ou múltiplas e tendem a se expandir.
Os corpos de Donovan são bacilos gram-negativos (Calymmatobacterium granulomatis) encontrados dentro de macrófagos no tecido das lesões. Sua identificação em esfregaços ou biópsias é patognomônica para o diagnóstico de donovanose.
O tratamento da donovanose geralmente envolve antibióticos de longo prazo, como azitromicina, doxiciclina, ciprofloxacino ou sulfametoxazol-trimetoprim. A duração do tratamento é até a cicatrização completa das lesões, o que pode levar várias semanas.
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