HVV - Hospital Vaz Monteiro - Lavras (MG) — Prova 2023
Mulher, 57 anos de idade, foi à Unidade Básica de Saúde onde foi solicitada ultrassonografia pélvica para acompanhamento de menopausa. O resultado de exame revelou cistos ovarianos bilaterais, sendo que o cisto à esquerda foi considerado como O-RADS 4. A paciente foi encaminhada ao ginecologista que solicitou uma ultrassonografia endovaginal com Doppler. Após o resultado desse ultimo exame houve indicação para internamento hospitalar no SUS.Quanto ao caráter da internação dessa paciente, o ginecologista deve informar, no pedido, que
O-RADS 4 = Risco intermediário (10-50%) de malignidade → Avaliação especializada e cirurgia eletiva.
Massas O-RADS 4 exigem investigação oncológica, mas na ausência de complicações agudas como torção ou ruptura, a internação para tratamento cirúrgico é de caráter eletivo.
O sistema O-RADS (Ovarian-Adnexal Reporting and Data System) foi desenvolvido para padronizar a descrição ultrassonográfica de massas anexiais e estratificar o risco de câncer de ovário. O nível 4 representa uma zona cinzenta onde a intervenção cirúrgica é frequentemente indicada devido ao risco significativo de malignidade. Na prática clínica e na gestão do SUS, a diferenciação entre procedimentos eletivos e de urgência é vital. Uma neoplasia sólida de ovário, embora séria, permite um preparo pré-operatório adequado, exames de imagem adicionais e reserva de suporte se necessário, configurando uma internação eletiva programada, a menos que surjam complicações agudas.
A classificação O-RADS 4 indica uma massa anexial com risco intermediário de malignidade, variando entre 10% e 50%. Geralmente inclui cistos multiloculares com componentes sólidos ou paredes espessas. Requer avaliação por ginecologista experiente ou oncologista pélvico para definir a melhor estratégia cirúrgica.
A internação é eletiva porque, apesar do risco de neoplasia, a paciente não apresenta uma condição de risco de vida imediato, como hemorragia ativa, torção anexial com abdome agudo ou sepse. O tratamento cirúrgico oncológico deve ser planejado para garantir a melhor técnica e estadiamento, o que não caracteriza uma urgência de pronto-atendimento.
Além da ultrassonografia endovaginal com Doppler, a avaliação pode ser complementada com marcadores tumorais (como CA-125, HE4, CEA, CA 19-9) e, em casos selecionados, Ressonância Magnética de pelve com protocolo para massas anexiais (ORADS-MRI) para melhor caracterização da lesão.
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