UFMT Revalida - Universidade Federal de Mato Grosso — Prova 2021
Mulher, 21 anos, estudante, história de dispneia recorrente desde a infância, chiado no peito, dor torácica em aperto, dois despertares noturnos/semana por asma. Diversas internações por insuficiência respiratória, dois episódios de necessidade de ventilação mecânica, alergia a diversos ATB e anti-inflamatórios, sinusites de repetição, nunca fumou. Exame Físico: BEG, normotensa, Ap. Resp: sibilos ins e expiratórios difusos, tiragem intercostal, FR 30 ipm. Sem outras alterações. Medicações em uso: budesonida + formoterol, salbutamol + ipratrópio de resgate diariamente 4X dia. Qual a conduta recomendada?
Asma não controlada (despertares noturnos, uso diário de resgate) → intensificar terapia inalatória.
A paciente apresenta asma grave não controlada, evidenciada pelos despertares noturnos e uso diário de medicação de resgate, apesar de já estar em terapia combinada. A conduta inicial para asma não controlada é otimizar a terapia inalatória, aumentando as doses do corticoide inalatório e do beta2 agonista de ação prolongada, conforme as diretrizes GINA.
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que afeta milhões de pessoas. O controle da asma é essencial para prevenir exacerbações, melhorar a qualidade de vida e reduzir a morbimortalidade. A avaliação do controle é feita por sintomas diurnos, noturnos, uso de medicação de resgate e limitação de atividades. A paciente do caso apresenta asma grave e não controlada, com histórico de exacerbações graves e uso diário de medicação de resgate, apesar de já estar em terapia combinada com corticoide inalatório (CI) e beta2 agonista de ação prolongada (LABA). As diretrizes GINA (Global Initiative for Asthma) recomendam uma abordagem escalonada para o tratamento. Neste cenário de asma não controlada, a primeira medida é sempre revisar a técnica inalatória e a adesão do paciente. Se esses fatores estiverem otimizados, a próxima etapa é aumentar a dose do CI e do LABA. Somente após a otimização da terapia inalatória em doses máximas, e se o controle ainda não for alcançado, outras opções como anti-IgE ou outros biológicos devem ser consideradas.
Os indicadores de asma não controlada incluem sintomas diurnos frequentes (>2x/semana), despertares noturnos por asma, necessidade de medicação de resgate frequente (>2x/semana) e limitação das atividades diárias devido à asma.
A abordagem inicial é revisar a técnica inalatória e a adesão ao tratamento. Se a técnica e adesão estiverem adequadas, a próxima etapa é aumentar a dose do corticoide inalatório e do LABA, conforme as diretrizes GINA.
Terapias biológicas, como anti-IgE (omalizumabe), são consideradas para pacientes com asma grave não controlada, apesar da otimização máxima da terapia inalatória e exclusão de outras causas de má resposta, geralmente em estágios mais avançados do tratamento.
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