UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2023
Mulher, 44 anos de idade, 3G 3P, apresenta dismenorreia progressiva há 2 anos, associada a aumento do volume menstrual e dispaurenia, há 8 meses, dificultando o relacionamento sexual. Ao exame: útero aumentado 2 vezes de tamanho, consistência amolecida. US pélvico: útero heterogêneo, focos hiperecogênicos puntiformes em meio a trama miometrial, espessura endometrial 8 mm, volume uterino: 178 ml, ovários sem alterações. A conduta mais adequada é:
Adenomiose grave + sintomas refratários + prole completa → Histerectomia é a conduta definitiva.
O quadro clínico de dismenorreia progressiva, aumento do volume menstrual e dispaurenia, associado a útero aumentado e amolecido e achados ultrassonográficos de útero heterogêneo com focos hiperecogênicos, é altamente sugestivo de adenomiose. Em mulheres com prole completa e sintomas refratários ao tratamento clínico, a histerectomia é a conduta definitiva.
A adenomiose é uma condição ginecológica caracterizada pela presença de tecido endometrial ectópico dentro do miométrio, resultando em hipertrofia e hiperplasia do músculo liso uterino. É uma causa comum de dismenorreia progressiva, menorragia e dor pélvica crônica, impactando significativamente a qualidade de vida das mulheres. O diagnóstico é clínico e por imagem, sendo a ultrassonografia transvaginal e a ressonância magnética os principais métodos. O tratamento depende da idade da paciente, desejo de gestação e gravidade dos sintomas. Opções clínicas incluem anti-inflamatórios, progestagênios, DIU hormonal e análogos de GnRH. No entanto, em casos de sintomas graves e refratários, especialmente em mulheres com prole completa, a histerectomia é a única cura definitiva e a conduta mais resolutiva.
Os sintomas clássicos da adenomiose incluem dismenorreia progressiva (dor menstrual intensa), menorragia (sangramento menstrual excessivo) e, em alguns casos, dispaurenia (dor durante a relação sexual) e dor pélvica crônica.
O diagnóstico é suspeitado clinicamente (útero aumentado, amolecido e doloroso) e confirmado por exames de imagem como ultrassonografia transvaginal (útero heterogêneo, cistos miometriais, focos hiperecogênicos) ou ressonância magnética. O diagnóstico definitivo é histopatológico após histerectomia.
Em mulheres com prole completa e sintomas graves e refratários ao tratamento clínico, a histerectomia (remoção do útero) é a conduta mais adequada e a única cura definitiva para a adenomiose.
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