Adenomiose: Diagnóstico e Manejo da Dismenorreia

UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2021

Enunciado

Mulher de 32 anos refere dismenorréia intensa e sangramento vaginal intenso durante o período menstrual. Nega: uso de medicamentos e traumas. Exame físico: hipocorada 2+/4, PA= 90/60 mmHg, pulso= 76 pulsações por minuto. Exame especular e toque vaginal bimanual sem alterações. Ausência de lesões em órgãos genitais externos. Exames complementares: Beta-HCG negativo (gonadotrofina coriônica humana), hemoglobina= 8.2 g/dl, plaquetas= 250 000 / mm3, ressonância magnética da pelve mostrando zona juncional espessada, sem outras alterações. Dentre as alternativas abaixo o diagnóstico mais provável é:

Alternativas

  1. A) Neoplasia de endométrio
  2. B) Espessamento endometrial
  3. C) Miomatose uterina
  4. D) Pólipo endometrial
  5. E) adenomiose

Pérola Clínica

Dismenorreia intensa + menorragia + RM com zona juncional espessada = Adenomiose.

Resumo-Chave

A adenomiose é caracterizada pela presença de tecido endometrial ectópico no miométrio, causando sintomas como dismenorreia severa e sangramento uterino anormal. A ressonância magnética é o método de imagem mais sensível para o diagnóstico, evidenciando o espessamento da zona juncional.

Contexto Educacional

A adenomiose é uma condição ginecológica benigna caracterizada pela presença de glândulas e estroma endometriais dentro do miométrio, a camada muscular do útero. Afeta principalmente mulheres em idade reprodutiva, sendo uma causa comum de dismenorreia intensa e sangramento uterino anormal (menorragia), impactando significativamente a qualidade de vida. Sua prevalência é subestimada devido à dificuldade diagnóstica. A fisiopatologia envolve a invasão do endométrio basal no miométrio, levando a hipertrofia e hiperplasia das fibras musculares lisas circundantes. O diagnóstico é frequentemente suspeitado pela clínica e confirmado por exames de imagem. A ultrassonografia transvaginal pode mostrar um útero globoso e heterogêneo, mas a ressonância magnética da pelve é o padrão-ouro, evidenciando o espessamento da zona juncional (geralmente >12 mm) e cistos miometriais. O tratamento da adenomiose pode ser clínico, com anti-inflamatórios não esteroides, contraceptivos hormonais ou análogos de GnRH para controle dos sintomas. Em casos refratários ou quando a fertilidade não é uma preocupação, a histerectomia é a cura definitiva. É crucial diferenciar a adenomiose de outras causas de sangramento uterino anormal e dor pélvica para um manejo adequado.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da adenomiose?

Os sintomas mais comuns da adenomiose incluem dismenorreia intensa (dor menstrual severa), menorragia (sangramento menstrual excessivo e prolongado) e, em alguns casos, dor pélvica crônica.

Como a ressonância magnética auxilia no diagnóstico da adenomiose?

A ressonância magnética da pelve é o exame de imagem mais preciso para diagnosticar adenomiose, caracterizada pelo espessamento da zona juncional miometrial, que é a camada interna do miométrio.

Qual a diferença entre adenomiose e endometriose?

Enquanto a adenomiose é a presença de tecido endometrial dentro do miométrio, a endometriose é a presença de tecido endometrial fora do útero. Embora ambas causem dor e sangramento, a localização do tecido ectópico é diferente.

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