Piometra e Neoplasia Endometrial: Diagnóstico e Sinais

UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2024

Enunciado

Mulher, 65 anos de idade, deu entrada em sepses no PS referindo dor pélvica há 3 dias. Exame ginecológico: conteúdo vaginal purulento e fétido; colo amolecido, útero aumentado para 15 cm e doloroso à palpação. US pélvico: útero 260 ml, cavidade endometrial preenchida por conteúdo sólido-cístico com fluxo ao Doppler e interposição gasosa de permeio, sem plano de clivagem com o miométrio, eco endometrial irregular de 15 mm; ovários diminuídos de tamanho, hidrosalpinge bilateral de moderadas proporções. Qual é o diagnóstico mais provável?

Alternativas

  1. A) Neoplasia maligna das tubas uterinas e endometrite.
  2. B) Abscesso tubo-ovariano e piometra.
  3. C) Mioma submucoso e endometrite.
  4. D) Neoplasia maligna do endométrio e piometra.

Pérola Clínica

Mulher pós-menopausa com sepse, útero aumentado, conteúdo endometrial com gás e fluxo Doppler → Neoplasia endometrial + Piometra.

Resumo-Chave

A presença de conteúdo endometrial sólido-cístico com fluxo ao Doppler, interposição gasosa e espessamento irregular em mulher pós-menopausa com sepse é altamente sugestiva de neoplasia endometrial complicada por infecção (piometra). A hidrosalpinge pode ser um achado associado à inflamação crônica.

Contexto Educacional

A piometra é o acúmulo de pus na cavidade uterina, mais comum em mulheres pós-menopausa devido à estenose cervical. Frequentemente, está associada a condições subjacentes como neoplasias endometriais ou cervicais, que causam obstrução. A apresentação clínica pode variar de dor pélvica leve a sepse grave, exigindo alta suspeição clínica. O diagnóstico envolve exame físico, que pode revelar útero aumentado e doloroso, e exames de imagem como a ultrassonografia pélvica. Achados como espessamento endometrial, conteúdo heterogêneo na cavidade uterina, fluxo ao Doppler e, especialmente, a presença de gás, são indicativos. A ausência de um plano de clivagem claro com o miométrio pode sugerir invasão miometrial por uma neoplasia. O tratamento da piometra envolve drenagem do pus e antibioticoterapia. No entanto, a investigação da causa subjacente, como a neoplasia endometrial, é fundamental. Biópsia endometrial ou histeroscopia são frequentemente necessárias para confirmar ou excluir malignidade, guiando o tratamento definitivo e melhorando o prognóstico da paciente.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de alerta para piometra em mulheres pós-menopausa?

Sinais de alerta incluem dor pélvica, descarga vaginal purulenta e fétida, febre, sepse e útero aumentado e doloroso à palpação. A ultrassonografia pode revelar conteúdo endometrial com gás e espessamento.

Como a ultrassonografia auxilia no diagnóstico de neoplasia endometrial e piometra?

A ultrassonografia pode mostrar espessamento endometrial irregular, conteúdo sólido-cístico na cavidade, fluxo ao Doppler e, crucialmente, interposição gasosa, que é um forte indicativo de infecção como a piometra, muitas vezes associada a uma neoplasia.

Qual a relação entre neoplasia endometrial e piometra?

A neoplasia endometrial pode obstruir o colo uterino, impedindo a drenagem de secreções e favorecendo o acúmulo de pus na cavidade uterina, resultando em piometra. A infecção pode mascarar ou agravar os sintomas da malignidade.

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