IFF/Fiocruz - Instituto Fernandes Figueira (RJ) — Prova 2025
Mulher, 64 anos, compareceu à Unidade Básica de Saúde da Família para repetir o exame colpocitológico, que há 6 meses mostrou o seguinte resultado e a recomendação de retornar hoje para nova coleta: "Amostra satisfatória, células escamosas e glandulares, presença de células escamosas atípicas de significado indeterminado (ASC-US)". Caso o novo exame repita a presença de ASC-US, segundo as Diretrizes Brasileiras do Ministério da Saúde (INCA) para rastreamento do câncer de colo uterino, qual a conduta indicada nesta paciente?
Mulher > 60 anos com ASC-US repetido → colposcopia com estrogenização prévia.
Em mulheres pós-menopausa (acima de 60 anos) com ASC-US (células escamosas atípicas de significado indeterminado) persistente, a atrofia vaginal pode mimetizar alterações celulares. A conduta recomendada pelas diretrizes brasileiras (INCA) é repetir a citologia após estrogenização vaginal. Se o ASC-US persistir, indica-se colposcopia.
O rastreamento do câncer de colo uterino é uma estratégia de saúde pública fundamental para a detecção precoce de lesões pré-cancerígenas e câncer invasivo. As Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero, publicadas pelo INCA, fornecem os protocolos de conduta para diferentes resultados citopatológicos. O resultado 'Células Escamosas Atípicas de Significado Indeterminado (ASC-US)' é um achado comum e representa um desafio diagnóstico. Em mulheres na pós-menopausa, a atrofia vaginal induzida pela deficiência estrogênica pode levar a alterações celulares que são interpretadas como ASC-US. Nesses casos, a estrogenização vaginal prévia à repetição da citologia é uma etapa crucial para diferenciar as alterações atróficas das verdadeiras lesões. Segundo as diretrizes do INCA, para mulheres acima de 60 anos com ASC-US, a conduta inicial é repetir a citologia após 6 meses. Se o ASC-US persistir, a recomendação é realizar colposcopia com estrogenização prévia. A estrogenização visa melhorar a qualidade da amostra citológica e da visualização colposcópica, reduzindo a chance de um falso positivo devido à atrofia. Biópsia ou conização são condutas para lesões mais avançadas ou após a confirmação de lesões de alto grau pela colposcopia e biópsia dirigida.
ASC-US (Atypical Squamous Cells of Undetermined Significance) indica a presença de células escamosas atípicas, mas que não são claramente sugestivas de lesão intraepitelial escamosa de baixo ou alto grau.
Em mulheres pós-menopausa, a atrofia vaginal devido à deficiência estrogênica pode causar alterações celulares que mimetizam o ASC-US. A estrogenização ajuda a reverter essas alterações atróficas, permitindo uma avaliação citológica mais precisa.
A colposcopia é indicada se o ASC-US persistir após um período de observação ou após a estrogenização em mulheres pós-menopausa, ou se houver outros fatores de risco ou resultados citológicos mais graves.
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