BI-RADS 5: Conduta em Calcificações Mamárias Suspeitas

IDPC/Dante Pazzanese - Instituto de Cardiologia (SP) — Prova 2024

Enunciado

Mulher de 50 anos de idade compareceu a consulta ambulatorial de rotina na Unidade Básica de Saúde. Está assintomática e apresenta resultado de mamografia solicitada na última consulta, a qual mostra alteração mamográfica com calcificações pleomórficas agrupadas de 1cm, classificada como BI-RADS 5. A paciente não tem alterações palpatórias ao exame físico das mamas e não tem história de biópsia prévia da lesão mamária. Qual é a conduta que deve ser adotada neste momento?

Alternativas

  1. A) Biópsia percutânea por agulha grossa guiada por ultrassom.
  2. B) Punção aspirativa com agulha fina orientada por estereotaxia.
  3. C) Biópsia percutânea por mamotomia orientada por estereotaxia.
  4. D) Biópsia incisional guiada por ultrassonografia

Pérola Clínica

Lesão BI-RADS 5 com microcalcificações pleomórficas agrupadas → Biópsia por mamotomia estereotáxica para diagnóstico preciso.

Resumo-Chave

Uma classificação BI-RADS 5 na mamografia indica uma lesão altamente suspeita de malignidade (>95% de chance de câncer). Calcificações pleomórficas agrupadas são um achado mamográfico comum para carcinoma ductal in situ (CDIS) ou carcinoma invasivo. A biópsia percutânea por mamotomia orientada por estereotaxia é a conduta de escolha para microcalcificações não palpáveis, pois permite a remoção de maior volume de tecido e melhor amostragem.

Contexto Educacional

A mamografia é a principal ferramenta de rastreamento para o câncer de mama, e o sistema BI-RADS (Breast Imaging Reporting and Data System) padroniza a descrição dos achados e a conduta recomendada. Uma classificação BI-RADS 5 indica uma lesão altamente suspeita de malignidade, com uma probabilidade de câncer superior a 95%. Nesses casos, a obtenção de tecido para análise histopatológica é imperativa. As calcificações pleomórficas agrupadas são um achado mamográfico preocupante, frequentemente associado ao carcinoma ductal in situ (CDIS) ou a carcinomas invasivos. Quando essas calcificações não são palpáveis, a biópsia deve ser guiada por imagem. A biópsia percutânea por mamotomia (VAB - Vacuum-Assisted Biopsy) orientada por estereotaxia é a técnica de escolha para microcalcificações não palpáveis, pois a estereotaxia permite a localização precisa das calcificações sob visão radiográfica, e a mamotomia remove um volume maior de tecido, aumentando a acurácia diagnóstica. Outras técnicas, como a biópsia por agulha grossa (core biopsy) guiada por ultrassom, são menos adequadas para microcalcificações, pois o ultrassom nem sempre as visualiza bem. A punção aspirativa com agulha fina (PAAF) tem baixa sensibilidade para lesões calcificadas e não permite a diferenciação entre CDIS e carcinoma invasivo. Residentes devem dominar a escolha da técnica de biópsia apropriada para garantir um diagnóstico preciso e um manejo adequado do câncer de mama.

Perguntas Frequentes

O que significa uma classificação BI-RADS 5 na mamografia?

BI-RADS 5 indica uma lesão altamente suspeita de malignidade, com probabilidade de câncer superior a 95%. Nesses casos, a biópsia é fortemente recomendada para confirmação diagnóstica.

Por que a mamotomia estereotáxica é preferível para microcalcificações não palpáveis?

A mamotomia estereotáxica é preferível porque é guiada por raios-X (estereotaxia), que visualiza as microcalcificações de forma mais precisa que o ultrassom. Além disso, remove um volume maior de tecido que a biópsia por agulha grossa, aumentando a chance de diagnóstico correto de lesões como o carcinoma ductal in situ.

Quais são os principais tipos de câncer de mama associados a microcalcificações?

As microcalcificações são frequentemente associadas ao carcinoma ductal in situ (CDIS), uma forma não invasiva de câncer de mama, e também podem ser encontradas em carcinomas invasivos.

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