IDPC/Dante Pazzanese - Instituto de Cardiologia (SP) — Prova 2024
Mulher de 50 anos de idade compareceu a consulta ambulatorial de rotina na Unidade Básica de Saúde. Está assintomática e apresenta resultado de mamografia solicitada na última consulta, a qual mostra alteração mamográfica com calcificações pleomórficas agrupadas de 1cm, classificada como BI-RADS 5. A paciente não tem alterações palpatórias ao exame físico das mamas e não tem história de biópsia prévia da lesão mamária. Qual é a conduta que deve ser adotada neste momento?
Lesão BI-RADS 5 com microcalcificações pleomórficas agrupadas → Biópsia por mamotomia estereotáxica para diagnóstico preciso.
Uma classificação BI-RADS 5 na mamografia indica uma lesão altamente suspeita de malignidade (>95% de chance de câncer). Calcificações pleomórficas agrupadas são um achado mamográfico comum para carcinoma ductal in situ (CDIS) ou carcinoma invasivo. A biópsia percutânea por mamotomia orientada por estereotaxia é a conduta de escolha para microcalcificações não palpáveis, pois permite a remoção de maior volume de tecido e melhor amostragem.
A mamografia é a principal ferramenta de rastreamento para o câncer de mama, e o sistema BI-RADS (Breast Imaging Reporting and Data System) padroniza a descrição dos achados e a conduta recomendada. Uma classificação BI-RADS 5 indica uma lesão altamente suspeita de malignidade, com uma probabilidade de câncer superior a 95%. Nesses casos, a obtenção de tecido para análise histopatológica é imperativa. As calcificações pleomórficas agrupadas são um achado mamográfico preocupante, frequentemente associado ao carcinoma ductal in situ (CDIS) ou a carcinomas invasivos. Quando essas calcificações não são palpáveis, a biópsia deve ser guiada por imagem. A biópsia percutânea por mamotomia (VAB - Vacuum-Assisted Biopsy) orientada por estereotaxia é a técnica de escolha para microcalcificações não palpáveis, pois a estereotaxia permite a localização precisa das calcificações sob visão radiográfica, e a mamotomia remove um volume maior de tecido, aumentando a acurácia diagnóstica. Outras técnicas, como a biópsia por agulha grossa (core biopsy) guiada por ultrassom, são menos adequadas para microcalcificações, pois o ultrassom nem sempre as visualiza bem. A punção aspirativa com agulha fina (PAAF) tem baixa sensibilidade para lesões calcificadas e não permite a diferenciação entre CDIS e carcinoma invasivo. Residentes devem dominar a escolha da técnica de biópsia apropriada para garantir um diagnóstico preciso e um manejo adequado do câncer de mama.
BI-RADS 5 indica uma lesão altamente suspeita de malignidade, com probabilidade de câncer superior a 95%. Nesses casos, a biópsia é fortemente recomendada para confirmação diagnóstica.
A mamotomia estereotáxica é preferível porque é guiada por raios-X (estereotaxia), que visualiza as microcalcificações de forma mais precisa que o ultrassom. Além disso, remove um volume maior de tecido que a biópsia por agulha grossa, aumentando a chance de diagnóstico correto de lesões como o carcinoma ductal in situ.
As microcalcificações são frequentemente associadas ao carcinoma ductal in situ (CDIS), uma forma não invasiva de câncer de mama, e também podem ser encontradas em carcinomas invasivos.
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