UFF/HUAP - Hospital Universitário Antônio Pedro - Niterói (RJ) — Prova 2021
Mulher com 38 semanas de gestação procura emergência obstétrica com queixa de cefaleia. Apresenta-se lúcida e orientada. Pressão arterial = 130/85 mmHg. Durante o exame obstétrico, inicia quadro de convulsões tônico-clônicas generalizadas. Sobre este caso, pode-se dizer que
Convulsão tônico-clônica em gestante > 20 semanas → Eclâmpsia. Primeira medida = Sulfato de Magnésio.
A ocorrência de convulsões tônico-clônicas em uma gestante com mais de 20 semanas, mesmo com pressão arterial aparentemente 'normal' no momento da queixa inicial, é diagnóstica de eclâmpsia. A primeira e mais importante medida é a interrupção da crise convulsiva e prevenção de recorrência com sulfato de magnésio, antes mesmo da avaliação fetal detalhada ou decisão sobre o parto.
A eclâmpsia é uma complicação grave da gestação, caracterizada pela ocorrência de convulsões tônico-clônicas generalizadas em uma mulher com pré-eclâmpsia, após 20 semanas de gestação, no parto ou no puerpério, sem outras causas neurológicas. É uma emergência obstétrica que exige reconhecimento e manejo imediatos para prevenir morbimortalidade materna e fetal. O caso descrito, com cefaleia e convulsões tônico-clônicas em gestante de 38 semanas, é um quadro clássico de eclâmpsia, mesmo que a pressão arterial inicial não estivesse em níveis de hipertensão grave. A fisiopatologia da eclâmpsia envolve disfunção endotelial generalizada, vasoconstrição e isquemia cerebral, levando às convulsões. A pressão arterial pode flutuar e nem sempre estar extremamente elevada no momento da crise, o que não descarta o diagnóstico. A cefaleia é um sintoma premonitório comum. O manejo da eclâmpsia é prioritariamente materno. A primeira e mais importante medida é a interrupção da crise convulsiva e a prevenção de recorrências, sendo o sulfato de magnésio a droga de escolha. Ele deve ser administrado imediatamente (dose de ataque e manutenção). Após a estabilização materna, a avaliação fetal e a decisão sobre o parto (que é a cura definitiva da doença) devem ser realizadas. Benzodiazepínicos são considerados apenas se o sulfato de magnésio não controlar as convulsões. O parto imediato é indicado após a estabilização materna, preferencialmente por via vaginal se as condições forem favoráveis, mas a cesariana pode ser necessária.
Eclâmpsia é a ocorrência de convulsões tônico-clônicas generalizadas em uma gestante com pré-eclâmpsia, ou seja, após 20 semanas de gestação e sem outras causas neurológicas. A pré-eclâmpsia é a hipertensão gestacional com proteinúria ou disfunção de órgão-alvo.
A primeira e mais crucial medida é a administração de sulfato de magnésio para interromper a crise convulsiva e prevenir recorrências. A dose de ataque é geralmente 4-6g IV em 15-20 minutos, seguida de dose de manutenção.
O sulfato de magnésio é o anticonvulsivante de escolha na eclâmpsia por ser mais eficaz na prevenção de recorrências e ter um perfil de segurança mais favorável para a mãe e o feto em comparação com os benzodiazepínicos, que são usados apenas como segunda linha se o magnésio falhar.
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