Adenomiose: Diagnóstico e Achados Ultrassonográficos Chave

HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2023

Enunciado

Mulher de 38 anos, com queixa de dor abdominal pélvica, que piora no período menstrual, associada a umfluxo intenso. Vem para o consultório com o exame de ultrassonografia transvaginal solicitado pelo médico do pronto socorro que ela visitou na semana passada. Na atual consulta apresenta-se assintomática. A alternativa que melhor descreve o diagnóstico e os achados ultrassonográficos é:

Alternativas

  1. A) Adenomiose; Útero em formato globoso, com miométrio assimetricamente espessado, e múltiplos cistos subendometriais.
  2. B) Leiomiomatose; Imagem nodular, bem definida, centrada no miométrio, determinando sombra acústica posterior.
  3. C) Adenomiomatose; Imagem nodular, bem definida, centrada no miométrio, determinando sombra acústica posterior.
  4. D) Leiomiomatose; Útero em formato globoso, com miométrio assimetricamente espessado, e múltiplos cistos subendometriais.
  5. E) Aborto incompleto; conteúdo heterogêneo no interior da cavidade endometrial, com miométrio regular.

Pérola Clínica

Adenomiose: dor pélvica cíclica + menorragia + USG útero globoso e miométrio heterogêneo.

Resumo-Chave

A adenomiose é caracterizada pela presença de tecido endometrial ectópico no miométrio, causando sintomas como dismenorreia progressiva e menorragia. O diagnóstico é fortemente sugerido por achados ultrassonográficos específicos, como útero globoso e espessamento miometrial assimétrico, mesmo na ausência de sintomas agudos.

Contexto Educacional

A adenomiose é uma condição ginecológica benigna caracterizada pela presença de glândulas e estroma endometrial dentro do miométrio, a camada muscular do útero. Afeta principalmente mulheres em idade reprodutiva, com maior incidência entre os 35 e 50 anos, e é uma causa comum de dor pélvica crônica, dismenorreia secundária e menorragia, impactando significativamente a qualidade de vida. Sua prevalência é subestimada devido à dificuldade diagnóstica. A fisiopatologia envolve a invasão do endométrio no miométrio, induzindo hipertrofia e hiperplasia das células musculares lisas circundantes. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado nos sintomas, e confirmado por exames de imagem. A ultrassonografia transvaginal é o método de primeira linha, revelando útero globoso, miométrio espessado assimetricamente, áreas de heterogeneidade miometrial, cistos subendometriais e estrias hiperecogênicas. A ressonância magnética pélvica pode ser utilizada para casos mais complexos ou para diferenciação de outras patologias. O tratamento da adenomiose pode ser clínico, com anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), contraceptivos hormonais combinados ou progestágenos, visando o alívio dos sintomas. Em casos refratários ou quando a paciente não deseja preservar a fertilidade, a histerectomia é o tratamento definitivo. É crucial o reconhecimento precoce para evitar a progressão da dor e melhorar a qualidade de vida da paciente.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da adenomiose?

Os principais sintomas incluem dismenorreia progressiva, dor pélvica crônica e menorragia (fluxo menstrual intenso). A dor geralmente piora durante o período menstrual.

Como a ultrassonografia transvaginal auxilia no diagnóstico da adenomiose?

A ultrassonografia transvaginal pode revelar um útero globoso, miométrio espessado assimetricamente, heterogeneidade miometrial, cistos subendometriais e estrias hiperecogênicas, que são achados sugestivos de adenomiose.

Qual a diferença ultrassonográfica entre adenomiose e leiomiomatose?

Na adenomiose, os achados são difusos no miométrio, como útero globoso e miométrio heterogêneo. Na leiomiomatose, observam-se nódulos bem definidos, hipoecogênicos, com ou sem sombra acústica posterior, que distorcem o contorno uterino.

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