UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2025
Mulher de 56 anos, com IMC = 42 kg/m², vem apresentando, há algumas semanas, leve dor em hipocôndrio direito com ultrassonografia (USG) abdominal revelando esteatose hepática. Tem HAS e dislipidemia, mas nega DM2. Pensando no estágio da doença, é possível utilizar o FIB-4 para avaliar o risco de fibrose. Esse marcador utiliza como parâmetros:
FIB-4 utiliza: Idade, AST, ALT e Plaquetas para triagem de fibrose hepática.
O FIB-4 é uma ferramenta de triagem simples que utiliza dados laboratoriais rotineiros para excluir fibrose avançada em pacientes com esteatose hepática.
A Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica (DHGNA) é a principal causa de hepatopatia crônica no mundo. A identificação de fibrose avançada (F3-F4) é o fator prognóstico mais importante para mortalidade hepática e cardiovascular. O FIB-4 consolidou-se como a ferramenta inicial de triagem em diretrizes internacionais. Sua fórmula [Idade (anos) x AST (U/L)] / [Plaquetas (10^9/L) x √ALT (U/L)] permite estratificar o risco de forma rápida, sendo essencial para o manejo de pacientes obesos e com síndrome metabólica.
O cálculo do FIB-4 utiliza quatro variáveis: a idade do paciente (anos), os níveis séricos das transaminases (AST e ALT em U/L) e a contagem de plaquetas (10^9/L).
Valores < 1,30 (ou < 2,0 em idosos > 65 anos) têm alto valor preditivo negativo para fibrose avançada. Valores > 2,67 sugerem alto risco de fibrose, indicando necessidade de avaliação especializada ou elastografia.
O FIB-4 é um método não invasivo, de custo zero (usa exames de rotina) e fácil aplicação na atenção primária para selecionar quais pacientes realmente precisam de exames mais complexos ou invasivos.
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