Manejo do Delirium e Agitação no Idoso Hospitalizado

SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2025

Enunciado

Mulher de 85 anos, com histórico de insuficiência cardíaca e diabetes, é admitida por infecção urinária. Após 48 horas de antibióticos, desenvolve confusão mental, inquietação e alucinações visuais, Exames laboratoriais mostram leucocytose de 15.000/mm³ (ref. 4.000-11.000), creatinina de 1,9 mg/dl. (ref. 0,6-1,2) e hiponatremia leve (Na 130 mEq/L, ref. 135-145). Qual o manejo mais adequado?

Alternativas

  1. A) Suspender antibióticos e observar.
  2. B) Iniciar haloperidol em baixa dose e monitorar.
  3. C) Realizar ressonância magnética cerebral.
  4. D) Instituir benzodiazepínicos para controle das alucinações.
  5. E) Suspender todos os medicamentos e corrigir sódio.

Pérola Clínica

Delirium hiperativo no idoso → Tratar causa base + Haloperidol (dose baixa) se houver risco de auto/heteroagressão.

Resumo-Chave

O delirium é uma emergência médica multifatorial. O tratamento farmacológico com antipsicóticos visa apenas o controle de sintomas agudos perigosos, enquanto a causa subjacente (infecção, distúrbio metabólico) é tratada.

Contexto Educacional

O delirium é uma alteração aguda e flutuante da consciência e cognição. No idoso frágil, pequenos insultos (como uma ITU ou hiponatremia leve) podem desencadear quadros graves. O haloperidol em doses baixas (0,5mg a 1mg) é o padrão-ouro para controle sintomático devido ao menor perfil de efeitos colaterais cardiovasculares e anticolinérgicos em comparação a outros antipsicóticos, embora exija monitorização do intervalo QT.

Perguntas Frequentes

Quando usar haloperidol no delirium?

O haloperidol é indicado no delirium hiperativo quando o paciente apresenta agitação psicomotora importante, alucinações ou delírios que trazem sofrimento ou risco de queda e retirada de dispositivos médicos (como sondas e acessos), após falha das medidas não farmacológicas.

Quais as causas mais comuns de delirium em idosos?

As causas são geralmente multifatoriais, incluindo infecções (ITU, pneumonia), distúrbios hidroeletrolíticos (hiponatremia, desidratação), polifarmácia (anticolinérgicos, benzos), dor não controlada e privação sensorial ou de sono no ambiente hospitalar.

Por que evitar benzodiazepínicos no delirium?

Os benzodiazepínicos são fatores de risco independentes para o desenvolvimento e prolongamento do delirium. Eles podem causar sedação excessiva, aumentar o risco de quedas e aspiração, além de piorar a desorientação cognitiva no idoso.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo