UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2024
Mulher, 36 anos, com história de exposição prévia ao vírus do papiloma humano (HPV), realizou avaliação colpocitológica com evidência de células escamosas atípicas, sem se descartar lesão de alto grau (ASC-H). Foi encaminhada para a avaliação colposcópica que não evidenciou achados anormais, contudo, a zona de transformação não foi visualizada no exame (ZT tipo 3). Pode-se afirmar que o procedimento a ser realizado a seguir, de acordo com as diretrizes brasileiras para o rastreamento do câncer de colo do útero (2ª edição), é:
ASC-H + ZT tipo 3 + colposcopia normal → Curetagem de canal cervical para avaliar lesão endocervical.
Em casos de ASC-H com colposcopia insatisfatória (ZT tipo 3) e sem lesão visível, a curetagem de canal cervical é indicada para investigar a presença de lesões de alto grau no endocérvice, que não são visíveis externamente. Isso segue as diretrizes para não perder lesões importantes.
O rastreamento do câncer de colo do útero é uma ferramenta fundamental na saúde da mulher, e a interpretação correta dos resultados citopatológicos e colposcópicos é crucial. O diagnóstico de ASC-H (células escamosas atípicas, não se pode afastar lesão de alto grau) é um alerta importante, indicando a necessidade de investigação colposcópica para excluir lesões pré-malignas ou malignas. A colposcopia é o próximo passo, mas sua eficácia depende da visibilidade completa da zona de transformação (ZT). Quando a ZT é classificada como tipo 3, significa que ela se estende para dentro do canal endocervical e não pode ser totalmente visualizada. Nesses casos, mesmo que a colposcopia externa não revele achados anormais, não se pode descartar a presença de lesões de alto grau ou câncer no endocérvice. De acordo com as diretrizes brasileiras, diante de um resultado de ASC-H com colposcopia insatisfatória (ZT tipo 3) e sem lesão visível, a conduta apropriada é a curetagem de canal cervical. Este procedimento permite a coleta de material do endocérvice para análise histopatológica, sendo essencial para investigar a presença de lesões que não são acessíveis à visualização direta e garantir um diagnóstico preciso e um manejo adequado da paciente.
ASC-H (Atypical Squamous Cells - Cannot Exclude HSIL) significa 'células escamosas atípicas nas quais não se pode afastar lesão intraepitelial de alto grau'. Indica um risco significativo de lesão de alto grau (HSIL) ou câncer invasivo, exigindo investigação mais aprofundada.
A zona de transformação é classificada como tipo 3 quando não é totalmente visível na colposcopia, ou seja, se estende para dentro do canal endocervical. Isso impede a avaliação completa da junção escamocolunar, onde a maioria das lesões cervicais se origina.
A curetagem de canal cervical é indicada quando há uma citologia alterada (como ASC-H ou HSIL) e a colposcopia é insatisfatória (ZT tipo 3) ou não revela lesão, mas há suspeita de lesão endocervical. O objetivo é coletar material do canal para análise histopatológica e descartar lesões de alto grau ou câncer invasivo.
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