UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2025
Mulher bissexual de 24 anos informa ausência de orgasmo na prática sexual com a parceira. Durante o atendimento, o médico indica a orientação terapêutica para que ela opte pela prática sexual com homem. Essa atitude profissional pode ser considerada
Aconselhamento médico deve ser neutro e respeitoso à orientação sexual do paciente, evitando bifobia e preconceitos.
A atitude do profissional de saúde deve ser sempre de acolhimento e respeito à orientação sexual do paciente. Sugerir uma mudança na prática sexual baseada na orientação sexual é uma forma de bifobia e viola os princípios éticos da medicina, que incluem a não discriminação e o respeito à autonomia do paciente.
A ética médica é um pilar fundamental da prática profissional, exigindo que os médicos atuem com respeito, autonomia e não maleficência. No contexto da sexualidade, é imperativo que os profissionais de saúde compreendam e respeitem a diversidade de orientações sexuais, incluindo a bissexualidade. A bifobia, ou o preconceito contra a bissexualidade, pode se manifestar de diversas formas, inclusive em conselhos médicos inadequados. A anorgasmia é uma disfunção sexual que pode ter múltiplas causas, sejam elas físicas, psicológicas, relacionais ou culturais. A abordagem terapêutica deve ser individualizada e centrada no paciente, investigando as raízes do problema sem qualquer tipo de julgamento ou preconceito em relação à sua orientação sexual ou identidade de gênero. A sugestão de que uma mulher bissexual opte por parceiros de um gênero específico para resolver a anorgasmia é uma atitude antiética e bifóbica. Ela desconsidera a complexidade da sexualidade humana, a autonomia da paciente e a responsabilidade do médico de oferecer um cuidado baseado em evidências e respeito, não em estereótipos ou preconceitos pessoais. O profissional deve focar em estratégias que ajudem a paciente a explorar sua própria sexualidade e prazer, dentro de suas preferências e relacionamentos.
Bifobia no contexto médico é o preconceito, a discriminação ou a crença de que a bissexualidade é uma fase, uma escolha ou não é uma orientação sexual válida, manifestando-se em atitudes ou conselhos inadequados por parte dos profissionais de saúde.
A ética médica exige que os profissionais de saúde ofereçam atendimento imparcial, respeitoso e sem discriminação, independentemente da orientação sexual do paciente, garantindo a autonomia e a dignidade de cada indivíduo.
O médico deve investigar as causas da anorgasmia de forma abrangente (físicas, psicológicas, relacionais), sem associá-la à orientação sexual do paciente ou sugerir mudanças na sua prática sexual, focando no bem-estar e na saúde sexual do indivíduo.
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