Erisipela: Diagnóstico Clínico e Diferenciais Essenciais

AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (PR) — Prova 2023

Enunciado

Mulher, 64 anos, atendida na UBS com história de febre alta e calafrios há 3 dias com dor e vermelhidão na perna direita. Ao exame físico, médico observou eritema com bordas bem definidas e levadas na face antero-lateral do membro inferior direito com aumento de temperatura local presença de linfonodomegalia regional. Qual é a hipótese diagnóstica?

Alternativas

  1. A) Erisipela.
  2. B) Trombose venosa profunda.
  3. C) Eczema infectado.
  4. D) Trombose arterial.

Pérola Clínica

Erisipela = eritema com bordas bem definidas e elevadas + febre/calafrios + linfadenopatia regional.

Resumo-Chave

A erisipela é uma infecção cutânea superficial que se manifesta com eritema de bordas bem definidas e elevadas, dor, calor local, e frequentemente acompanhada de sintomas sistêmicos como febre e calafrios, além de linfadenopatia regional.

Contexto Educacional

A erisipela é uma infecção bacteriana aguda da pele e do tecido subcutâneo superficial, caracterizada por um processo inflamatório que afeta principalmente a derme e os vasos linfáticos. É mais comumente causada pelo Streptococcus pyogenes. A condição se manifesta tipicamente com um eritema brilhante, doloroso, quente e edematoso, com bordas bem definidas e elevadas, que se expande rapidamente. Sintomas sistêmicos como febre alta, calafrios, mal-estar e linfadenopatia regional são frequentes, indicando a resposta inflamatória do organismo à infecção. O diagnóstico da erisipela é eminentemente clínico, baseado na observação das lesões cutâneas características e na presença de sintomas sistêmicos. É crucial diferenciá-la de outras infecções de pele e partes moles, como a celulite, que afeta camadas mais profundas e apresenta bordas menos delimitadas. Outros diferenciais incluem trombose venosa profunda, dermatite de contato e picadas de inseto. A identificação precoce e o tratamento adequado são fundamentais para prevenir complicações, como a formação de bolhas, necrose tecidual e, em casos mais graves, sepse. O tratamento da erisipela consiste primariamente na antibioticoterapia sistêmica, sendo a penicilina a droga de escolha devido à sensibilidade do Streptococcus pyogenes. Em pacientes alérgicos à penicilina, outras opções incluem clindamicina ou eritromicina. Medidas de suporte, como elevação do membro afetado, compressas frias e analgésicos, também são importantes para aliviar os sintomas e reduzir o edema. O prognóstico é geralmente bom com tratamento adequado, mas recorrências podem ocorrer, especialmente em pacientes com fatores predisponentes como insuficiência venosa crônica ou linfedema.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas clássicos da erisipela?

Os sinais clássicos incluem eritema de início súbito com bordas bem definidas e elevadas, dor, calor e edema local, frequentemente acompanhados de febre alta, calafrios e linfadenopatia regional. A pele pode ter aspecto de 'casca de laranja'.

Como diferenciar erisipela de celulite?

A principal diferença está nas bordas da lesão: na erisipela, as bordas são bem definidas e elevadas, enquanto na celulite são difusas e mal delimitadas. A erisipela é uma infecção mais superficial, atingindo a derme e vasos linfáticos, enquanto a celulite afeta a derme profunda e o tecido subcutâneo.

Qual o principal agente etiológico da erisipela e o tratamento inicial?

O principal agente etiológico é o Streptococcus pyogenes (Estreptococo beta-hemolítico do grupo A). O tratamento inicial geralmente envolve antibióticos beta-lactâmicos, como penicilina cristalina ou amoxicilina, por via oral ou intravenosa, dependendo da gravidade.

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