UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2024
Mulher, 42 anos de idade, assintomática e sem antecedentes familiares ou pessoais, sem alterações no exame mamário realizou mamografia de rastreamento, complemento mamográfico e estudo ultrassonográfico. Os principais achados estão apresentados na figura anexa. Qual é a conduta mais adequada?
Achado BI-RADS 3 na mamografia/USG = provavelmente benigno, controle ultrassonográfico em 6 meses.
Em mamografia de rastreamento, um achado classificado como BI-RADS 3 indica uma lesão provavelmente benigna, com risco de malignidade inferior a 2%. A conduta recomendada é o controle ultrassonográfico em 6 meses para avaliar estabilidade, evitando biópsias desnecessárias e garantindo a detecção precoce de possíveis alterações.
A mamografia de rastreamento é uma ferramenta essencial na detecção precoce do câncer de mama, especialmente em mulheres assintomáticas. O sistema BI-RADS (Breast Imaging Reporting and Data System) é uma padronização internacional para a interpretação de exames de imagem da mama, que classifica os achados em categorias de 0 a 6, indicando o risco de malignidade e a conduta recomendada. É crucial para residentes e profissionais de saúde compreenderem essas classificações para um manejo adequado das pacientes. A categoria BI-RADS 3 é atribuída a achados que são provavelmente benignos, com uma probabilidade de malignidade muito baixa (geralmente < 2%). Exemplos incluem nódulos ovais, circunscritos, com contornos regulares, ou assimetrias focais que não são palpáveis. A conduta para esses casos não é a biópsia imediata, mas sim o acompanhamento por imagem em um intervalo curto, tipicamente 6 meses, com ultrassonografia. Este controle permite monitorar a estabilidade da lesão, garantindo que não haja crescimento ou desenvolvimento de características suspeitas que justifiquem uma investigação mais invasiva. O controle anual com mamografia é a conduta para pacientes com exames normais (BI-RADS 1 ou 2). A biópsia com agulha grossa é indicada para lesões mais suspeitas (BI-RADS 4 ou 5). A ressonância magnética é reservada para situações específicas, como rastreamento em pacientes de alto risco, estadiamento de câncer já diagnosticado ou avaliação de implantes mamários, não sendo a conduta inicial para um BI-RADS 3. O manejo adequado de um BI-RADS 3 equilibra a detecção precoce com a minimização de procedimentos invasivos desnecessários e a ansiedade da paciente.
BI-RADS 3 significa 'achado provavelmente benigno'. Indica uma lesão com características de benignidade, mas que não pode ser categorizada como definitivamente benigna (BI-RADS 2). O risco de malignidade associado é baixo, geralmente inferior a 2%.
A conduta recomendada para um achado BI-RADS 3 é o acompanhamento por imagem em curto prazo, geralmente com ultrassonografia em 6 meses. O objetivo é confirmar a estabilidade da lesão ao longo do tempo, evitando biópsias desnecessárias.
Um achado BI-RADS 3 pode evoluir para biópsia se houver qualquer alteração no tamanho, forma ou características da lesão nos exames de acompanhamento. Se a lesão crescer ou desenvolver características suspeitas, a reclassificação para BI-RADS 4 ou 5 e a biópsia serão indicadas.
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