HVC - Hospital Vera Cruz (SP) — Prova 2024
Mulher de 18 anos de idade é admitida na unidade de emergência com quadro de edema em lábio superior e lábio inferior, que se iniciou na última hora. Tem história prévia de alergia a morango, que causa edema labial, porém ela nunca ficou hospitalizada por esse motivo. Não tem comorbidades conhecidas ou faz uso de medicações. Ao exame, apresenta pressão arterial de 100x60mmHg, frequência cardíaca de 110 bpm, frequência respiratória de 20 ipm, saturação de oxigênio de 100% em ar ambiente. Não há presença de estridor ou edema de língua. Apresenta lesões urticariformes em tronco e peitoral. As imagens das alterações do exame podem ser vistas a seguir: Qual é o tratamento que deve ser feito de imediato para essa paciente?
Anafilaxia com hipotensão, taquicardia e urticária/angioedema → Epinefrina IM imediata é a conduta salvadora.
A paciente apresenta um quadro de anafilaxia, evidenciado por edema labial (angioedema), urticária difusa, hipotensão e taquicardia, após exposição a um alérgeno conhecido (morango). A epinefrina intramuscular é o tratamento de primeira linha e mais importante, devendo ser administrada imediatamente para reverter os sintomas sistêmicos.
A anafilaxia é uma reação de hipersensibilidade sistêmica grave, de início rápido e potencialmente fatal, que ocorre após a exposição a um alérgeno. É caracterizada pela liberação maciça de mediadores inflamatórios de mastócitos e basófilos, levando a manifestações em múltiplos sistemas orgânicos, como pele (urticária, angioedema), respiratório (broncoespasmo, dispneia), cardiovascular (hipotensão, taquicardia, choque) e gastrointestinal. A rápida identificação e tratamento são cruciais para a sobrevivência do paciente. A fisiopatologia envolve a ativação de mastócitos e basófilos, geralmente mediada por IgE, que liberam histamina, leucotrienos, prostaglandinas e outras citocinas. Essas substâncias causam vasodilatação, aumento da permeabilidade vascular, broncoespasmo e contração da musculatura lisa. O diagnóstico é clínico, baseado na presença de sintomas agudos em dois ou mais sistemas orgânicos, ou hipotensão isolada após exposição a um alérgeno conhecido. O tratamento imediato e mais importante é a administração de epinefrina (adrenalina) por via intramuscular, que reverte a vasodilatação, o broncoespasmo e o edema. Doses de 0,3 a 0,5 mg (adultos) ou 0,01 mg/kg (crianças) de solução 1:1000 devem ser aplicadas na face anterolateral da coxa e podem ser repetidas. Anti-histamínicos e corticosteroides são adjuvantes, mas não substituem a epinefrina. O paciente deve ser monitorado e, se necessário, receber suporte ventilatório e fluidos intravenosos.
A anafilaxia é uma reação alérgica grave e sistêmica que pode incluir urticária, angioedema (edema de lábios, pálpebras, língua), dispneia, broncoespasmo, hipotensão, taquicardia, dor abdominal, vômitos e tontura. A presença de envolvimento de dois ou mais sistemas orgânicos após exposição a um alérgeno sugere anafilaxia.
O tratamento de primeira linha para anafilaxia é a epinefrina (adrenalina) administrada por via intramuscular. É crucial porque atua rapidamente como vasoconstritor, broncodilatador e estabilizador de mastócitos, revertendo os efeitos sistêmicos da reação e salvando a vida do paciente.
A dose recomendada de epinefrina para anafilaxia em adultos é de 0,3 a 0,5 mg de solução 1:1000 (1 mg/mL) por via intramuscular, preferencialmente na face anterolateral da coxa. A dose pode ser repetida a cada 5 a 15 minutos, se necessário.
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