UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2024
Mulher, 51a, teve sua última menstruação há cerca de 13 meses. Refere fogachos intensos, especialmente durante a noite, que interferem na qualidade do sono. Queixa-se de diminuição da lubrificação vaginal, dispareunia e redução do desejo sexual. Antecedentes pessoais: hipertensão arterial controlada com medicação; histerectomia e retosigmoidectomia por endometriose. Faz atividade física cinco vezes por semana e considera sua alimentação bastante saudável. Exame físico: PA=122/80mmHg; IMC=21Kg/m²; exame de mamas sem anormalidades e exame ginecológico com mucosa vaginal hipotrófica. O MELHOR TRATAMENTO PARA ALÍVIO DA SINTOMATOLOGIA É:
Mulher pós-menopausa com fogachos intensos e atrofia vaginal, sem útero → TRH com estrogênio sistêmico é a melhor opção.
Paciente em menopausa com sintomas vasomotores graves e atrofia vaginal, e que já realizou histerectomia, tem indicação clara para terapia de reposição hormonal com estrogênio sistêmico, pois não necessita de progesterona.
A menopausa é um marco na vida da mulher, caracterizado pela cessação permanente da menstruação, confirmada após 12 meses de amenorreia. Os sintomas do climatério, como fogachos, sudorese noturna, distúrbios do sono e atrofia urogenital, podem impactar significativamente a qualidade de vida, sendo a terapia de reposição hormonal (TRH) uma opção eficaz para o alívio. A paciente apresenta sintomas vasomotores intensos (fogachos) e atrofia urogenital (diminuição da lubrificação vaginal, dispareunia, mucosa vaginal hipotrófica), que são indicações clássicas para TRH. O fato de ter realizado histerectomia é crucial, pois elimina a necessidade de progesterona, permitindo o uso de estrogênio isolado, que tem um perfil de segurança mais favorável em relação ao risco de câncer de mama quando comparado à terapia combinada. O melhor tratamento para esta paciente seria a TRH com estrogênio sistêmico, que é altamente eficaz para sintomas vasomotores e melhora a atrofia vaginal. Para a atrofia vaginal isolada, o estrogênio tópico poderia ser uma opção, mas a intensidade dos fogachos justifica a abordagem sistêmica. A tibolona ou moduladores seletivos dos receptores de estrogênio (SERMs) são alternativas, mas o estrogênio é a primeira linha para sintomas vasomotores graves em mulheres histerectomizadas.
Os principais sintomas incluem fogachos (ondas de calor), sudorese noturna, distúrbios do sono, alterações de humor, atrofia urogenital (ressecamento vaginal, dispareunia, urgência urinária) e diminuição da libido.
Mulheres que realizaram histerectomia não possuem útero e, portanto, não precisam da progesterona na TRH. A progesterona é adicionada para proteger o endométrio do risco de hiperplasia e câncer induzido pelo estrogênio. Assim, podem usar estrogênio isolado.
As contraindicações absolutas incluem câncer de mama ou endométrio (atual ou prévio), sangramento vaginal inexplicado, doença tromboembólica ativa (TVP/TEP), doença hepática grave e doença coronariana ou AVC recente.
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