UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2024
Mulher, 32a, G3P1C1A1, idade gestacional de 41 semanas, dá entrada em trabalho de parto espontâneo, com evolução conforme partograma abaixo. Está deambulando, com dieta geral e com métodos não farmacológicos no alívio da dor. Antecedentes pessoais: sem comorbidades, último parto há três anos, por apresentação pélvica.A CONDUTA OBSTÉTRICA É:
Partograma é essencial para avaliar progressão do TP; cesariana prévia por pélvica não impede PVAC.
A avaliação do partograma é crucial para determinar a progressão do trabalho de parto e identificar distocias. Em pacientes com cesariana anterior, especialmente por indicação não recorrente como apresentação pélvica, o parto vaginal após cesariana (PVAC) é uma opção, mas exige monitoramento rigoroso da mãe e do feto para detectar sinais de ruptura uterina.
O partograma é uma ferramenta gráfica essencial para monitorar a evolução do trabalho de parto, permitindo a identificação precoce de desvios da normalidade e a tomada de decisão oportuna. A idade gestacional de 41 semanas indica um parto a termo prolongado, exigindo atenção e avaliação do bem-estar fetal. A paciente com cesariana anterior por apresentação pélvica é uma candidata potencial para parto vaginal após cesariana (PVAC), desde que não haja contraindicações e o trabalho de parto seja monitorado rigorosamente. A indicação prévia de cesariana por apresentação pélvica é considerada uma indicação não recorrente, o que favorece o PVAC. A avaliação da cicatriz uterina e o risco de ruptura são pontos críticos, exigindo vigilância contínua. A conduta obstétrica dependerá da análise detalhada do partograma (dilatação cervical, descida da apresentação, dinâmica uterina), do bem-estar fetal e das condições maternas. Em caso de distocia de progressão, sinais de sofrimento fetal ou suspeita de ruptura uterina, a cesariana de repetição seria indicada. O manejo deve equilibrar o desejo da paciente com a segurança materno-fetal.
Os critérios para PVAC incluem uma única cesariana anterior com incisão uterina transversal baixa, ausência de contraindicações para parto vaginal, ausência de cicatriz uterina prévia rota e disponibilidade de equipe e estrutura para cesariana de emergência.
O partograma permite monitorar a dilatação cervical e a descida da apresentação fetal ao longo do tempo. Desvios da curva de alerta (como dilatação lenta ou parada de progressão) indicam distocia, exigindo reavaliação da conduta.
Sinais de alerta de ruptura uterina incluem dor abdominal súbita e intensa, sangramento vaginal, alteração do padrão de frequência cardíaca fetal (bradicardia ou desacelerações prolongadas), perda da apresentação fetal e choque materno.
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