UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2025
Mulher, 25a, procura Pronto Socorro por apresentar febre alta (40ºC), acompanhada de calafrios seguidos de sudorese profusa e dor intensa em perna direita, que está quente e avermelhada. Refere que tem recorrentemente tratado micose nos espaços interdigitais dos pés. Exame Físico: edema de todo membro inferior direito, mais proeminente em perna e pé, área circular de eritema em face ântero-medial da perna, com aumento de temperatura local. Presença de trajeto avermelhado em toda a face medial do membro, acompanhando o trajeto da veia safena e linfonodos aumentados na região inguinal. Pulsos presentes e normais, musculatura da perna flácida e indolor.O AGENTE ETIOLÓGICO MAIS FREQUENTE NESTA DOENÇA É:
Erisipela: Infecção cutânea superficial com linfangite e linfadenite, causada principalmente por Streptococcus pyogenes.
O quadro clínico de febre alta, calafrios, dor intensa, eritema bem delimitado e trajeto avermelhado (linfangite) em membro inferior, associado a porta de entrada (micose interdigital), é clássico de erisipela. O agente etiológico mais comum é o Streptococcus pyogenes (Estreptococo beta-hemolítico do grupo A).
A erisipela é uma infecção bacteriana aguda da derme e dos vasos linfáticos superficiais, comum em membros inferiores. É crucial para o médico reconhecer seus sinais e sintomas característicos para um diagnóstico e tratamento precoces, prevenindo complicações como a elefantíase. O agente etiológico mais frequente da erisipela é o Streptococcus pyogenes (Estreptococo beta-hemolítico do grupo A), que penetra através de soluções de continuidade na pele, como fissuras causadas por micose interdigital. A infecção se manifesta com febre alta, calafrios, mal-estar e uma lesão cutânea eritematosa, edematosa, quente e dolorosa, com bordas bem definidas e elevadas, frequentemente acompanhada de linfangite e linfadenite regional. O tratamento consiste em antibioticoterapia sistêmica, repouso e elevação do membro afetado. A identificação e tratamento da porta de entrada, como a micose, são essenciais para prevenir recorrências. A distinção entre erisipela e celulite é importante para a compreensão da profundidade da infecção, embora o tratamento inicial seja frequentemente semelhante.
A erisipela se caracteriza por febre alta, calafrios, dor intensa e uma lesão eritematosa com bordas bem delimitadas, elevadas e brilhantes, frequentemente acompanhada de linfangite (trajeto avermelhado) e linfadenite regional.
A presença de porta de entrada na pele, como micoses interdigitais (fissuras), úlceras, picadas de insetos ou traumas, é o principal fator de risco, permitindo a entrada das bactérias.
O tratamento de primeira linha para erisipela é a antibioticoterapia sistêmica, geralmente com penicilinas (como penicilina cristalina ou procaína) ou cefalosporinas de primeira geração, cobrindo o Streptococcus pyogenes.
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