UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2020
Mulher. 25a, G2P1C0A0, com idade gestacional de 39 semanas procura o pronto atendimento com queixa de contrações. Exame obstétrico à admissão: altura uterina de 39cm, batimentos cardíacos fetais= 144bpm e dinâmica uterina: 3 contrações de moderada intensidade e duração média de 45 segundos em 10 minutos. A evolução do trabalho de parto está representada no partograma:O DIAGNÓSTICO É:
Partograma com curva de dilatação/descida fetal desviando para a direita da linha de alerta → suspeita de distócia, como desproporção cefalopélvica.
O partograma é uma ferramenta gráfica essencial para monitorar a evolução do trabalho de parto. Quando a curva de dilatação cervical ou a descida da apresentação fetal se desvia para a direita da linha de alerta, indica uma progressão anormal, sugerindo distócia, como a desproporção cefalopélvica, que pode requerer intervenção.
O partograma é uma ferramenta gráfica padronizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para monitorar a evolução do trabalho de parto. Seu uso é crucial para identificar precocemente desvios da normalidade e prevenir complicações maternas e fetais, sendo um conhecimento essencial para obstetras e residentes. A interpretação do partograma envolve a análise da curva de dilatação cervical e da curva de descida da apresentação fetal em relação às linhas de alerta e ação. Um desvio para a direita da linha de alerta indica uma progressão lenta ou estacionária, sugerindo uma distócia. A desproporção cefalopélvica, onde a cabeça fetal é muito grande para a pelve materna, é uma das principais causas de distócia. O diagnóstico de desproporção cefalopélvica é clínico e partográfico. Uma vez diagnosticada, a conduta pode variar desde a observação cuidadosa com medidas de suporte até a indicação de cesariana, dependendo da gravidade e da resposta às intervenções. O reconhecimento precoce através do partograma é vital para um manejo adequado.
O partograma é uma representação gráfica do trabalho de parto que permite monitorar a dilatação cervical, a descida fetal e as contrações uterinas, identificando desvios da normalidade e distócias.
A linha de alerta no partograma indica o limite inferior da progressão normal do trabalho de parto. Se a curva de dilatação ou descida fetal cruza essa linha, sugere uma progressão anormal e a necessidade de reavaliação.
As causas comuns de distócia incluem desproporção cefalopélvica, distócias de contração (hipo ou hiperdinamia), distócias de rotação e anomalias da apresentação fetal.
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