UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2019
Mulher, 25a, G1P0A0C0, com idade gestacional de 39 semanas e 3 dias apresenta evolução do trabalho de parto segundo o partograma abaixo:O DIAGNÓSTICO É:
Partograma: Parada da descida fetal = suspeitar de DCP ou obstrução mecânica.
A parada secundária da descida ocorre quando não há progressão da apresentação fetal por um período mínimo (geralmente 1 hora ou mais, dependendo da paridade e da presença de analgesia), após o colo estar totalmente dilatado. A desproporção céfalo-pélvica é uma causa comum.
O partograma é uma ferramenta gráfica essencial para o monitoramento do trabalho de parto, permitindo a identificação precoce de desvios da normalidade e a tomada de decisões clínicas oportunas. Ele registra a dilatação cervical, a descida da apresentação fetal, a frequência e intensidade das contrações uterinas, a frequência cardíaca fetal e outros parâmetros maternos. A interpretação correta do partograma é fundamental para o diagnóstico das distocias de trabalho de parto. A parada secundária da descida é uma distocia que ocorre na segunda fase do trabalho de parto, após a dilatação cervical estar completa. Ela é definida pela ausência de progressão da apresentação fetal por um período de tempo determinado (geralmente 1 hora ou mais, dependendo do protocolo e da paridade). A desproporção céfalo-pélvica (DCP) é uma das causas mais comuns de parada secundária da descida, onde há uma incompatibilidade entre o tamanho da cabeça fetal e as dimensões da pelve materna. Outras causas incluem má-posições fetais (como occipitoposterior persistente), contrações uterinas ineficazes (hipoatividade uterina) ou, raramente, obstruções mecânicas. O diagnóstico de parada da descida por DCP geralmente leva à indicação de cesariana, após avaliação cuidadosa e tentativa de correção de fatores reversíveis.
A parada secundária da descida é caracterizada pela ausência de progressão da apresentação fetal (descida) por um período mínimo de 1 hora em multíparas ou 2 horas em primíparas, após o colo estar totalmente dilatado.
As principais causas incluem desproporção céfalo-pélvica (DCP), má-posição fetal (ex: occipitoposterior persistente), contrações uterinas inadequadas e, menos frequentemente, tumores pélvicos ou outras obstruções.
A fase ativa prolongada é uma dilatação cervical lenta (menos de 1 cm/hora) antes da dilatação completa. A parada da descida ocorre APÓS a dilatação completa, quando a apresentação fetal não progride.
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