Dengue: Reconhecendo Sinais e Sintomas na Fase Febril

UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2022

Enunciado

Mulher, 24a, procura Unidade de Pronto Atendimento com história de febre não aferida, cefaleia retro-orbitária, mialgia, náuseas, vômitos e prostração há quatro dias. Relata vermelhidão no corpo há 12 horas. Antecedente pessoal: vacinação adequada para a idade. Exame físico: Bom estado geral, T= 37,5°C, PA= 122x74 mmHg, FC= 96bpm, FR= 16 irpm, anictérica e acianótica. Exantema em face e tronco, sem adenomegalia: Exames laboratoriais: Hb= 12,0g/dL; Ht= 39%, leucócitos= 4.200/mm³, plaquetas 150.000/mm3. A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA É:

Alternativas

Pérola Clínica

Febre + cefaleia retro-orbitária + mialgia + exantema + leucopenia = Dengue (fase febril).

Resumo-Chave

O quadro clínico de febre, cefaleia retro-orbitária, mialgia, náuseas, vômitos e exantema, associado a leucopenia e plaquetas normais ou levemente reduzidas, é altamente sugestivo de dengue na fase febril. A vacinação adequada para a idade não exclui arboviroses.

Contexto Educacional

A dengue é uma arbovirose de grande importância em saúde pública no Brasil, com manifestações clínicas que variam de quadros leves a graves. O reconhecimento precoce dos sintomas e a interpretação dos exames laboratoriais são cruciais para o manejo adequado e a prevenção de complicações. A história de febre, cefaleia retro-orbitária, mialgia e exantema é um quadro clássico. A paciente apresenta um quadro clínico típico da fase febril da dengue: febre, cefaleia retro-orbitária, mialgia, náuseas, vômitos e prostração, com o surgimento de exantema no quarto dia. Esses sintomas, combinados com achados laboratoriais de leucopenia (4.200/mm³) e plaquetas normais (150.000/mm³), são altamente sugestivos de dengue. A vacinação adequada para a idade não exclui a possibilidade de dengue, pois a vacina disponível não é para todos os sorotipos e nem sempre é aplicada universalmente. O manejo da dengue na fase febril envolve principalmente o suporte sintomático, hidratação oral ou intravenosa e monitoramento para sinais de alarme, que indicam a transição para a fase crítica e o risco de choque. A ausência de adenomegalia e o bom estado geral, com parâmetros vitais estáveis, são importantes, mas a vigilância deve ser mantida, especialmente na transição da fase febril para a crítica (geralmente após o 3º-7º dia de doença), quando a febre pode ceder e os sinais de alarme podem surgir.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas clássicos da dengue na fase febril?

Os sintomas clássicos da dengue na fase febril incluem febre, cefaleia retro-orbitária, mialgia, artralgia, náuseas, vômitos e prostração. O exantema pode surgir mais tardiamente, geralmente entre o 3º e 7º dia.

Quais alterações laboratoriais são esperadas na fase febril da dengue?

Na fase febril da dengue, é comum encontrar leucopenia (redução dos leucócitos), com ou sem linfocitose atípica, e plaquetas que podem estar normais ou levemente reduzidas. O hematócrito geralmente permanece estável nesta fase.

Como diferenciar a dengue de outras doenças febris com exantema?

A diferenciação da dengue de outras doenças febris com exantema, como zika ou chikungunya, baseia-se na combinação de sintomas (cefaleia retro-orbitária proeminente na dengue), epidemiologia e exames sorológicos ou moleculares específicos para cada arbovirose.

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