Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2026
O impacto das mudanças climáticas pode ir muito além dos danos ao meio ambiente. Diversos estudos já apontaram que ondas de calor e de frio mais intensas, maior nível de poluição atmosférica e eventos climáticos extremos apresentam riscos graves para a saúde humana. Assinale a alternativa correta sobre o tema:
Mudanças climáticas → ↑ Doenças respiratórias e cardiovasculares (especialmente em crianças e idosos).
Alterações ambientais extremas e poluição atmosférica exacerbam patologias pré-existentes e aumentam a incidência de doenças respiratórias agudas devido a variações térmicas e irritantes aéreos.
As mudanças climáticas representam um dos maiores desafios para a saúde pública contemporânea. O aquecimento global influencia a saúde humana por vias diretas, como ondas de calor e inundações, e indiretas, como insegurança alimentar e poluição do ar. No contexto das doenças respiratórias, a alteração nos padrões climáticos favorece a dispersão de alérgenos e a concentração de poluentes. A fisiopatologia envolve a inalação de irritantes que desencadeiam respostas inflamatórias sistêmicas, afetando o pulmão e o sistema cardiovascular. Estudos epidemiológicos demonstram correlação clara entre picos de poluição e aumento nas internações por insuficiência respiratória. A compreensão desses riscos é vital para o planejamento de políticas de saúde e para a prática clínica, visando a proteção de grupos de risco em cenários de crises ambientais.
Crianças e idosos são os grupos mais vulneráveis. As crianças possuem sistemas imunológico e respiratório em desenvolvimento, além de maior frequência respiratória, o que aumenta a exposição proporcional a poluentes. Idosos possuem menor reserva fisiológica e maior prevalência de comorbidades, sendo mais sensíveis a ondas de calor e frio extremo.
O aumento de material particulado e gases como o ozônio causa inflamação direta das vias aéreas, estresse oxidativo e hiperreatividade brônquica. Isso leva ao aumento de exacerbações de asma, DPOC e maior incidência de infecções respiratórias agudas, especialmente em períodos de seca e baixa umidade relativa do ar.
Não. Embora o fenômeno seja global, o impacto é profundamente desigual. Populações de baixa renda possuem menor acesso a moradias adequadas, saneamento e serviços de saúde, o que as torna muito mais suscetíveis aos efeitos deletérios de eventos climáticos extremos e à propagação de doenças infecciosas.
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