Mucosite Oral por Quimioterapia: Manejo da Dor e Úlceras

HSC - Hospital Samaritano Campinas (SP) — Prova 2024

Enunciado

Paciente do sexo feminino, 60 anos, em vigência de tratamento de quimioterapia concomitante à radioterapia devido neoplasia maligna de laringe, comparece ao prontosocorro devido presença de úlceras em cavidade oral e dor para se alimentar há dois dias. A melhor conduta a ser tomada nesse momento, além de adequar a dieta, é:

Alternativas

  1. A) Analgesia com opioide sistêmico e bochechos com dexametasona.
  2. B) Manejo local com crioterapia e bochechos com lidocaína.
  3. C) Manejo local com laserterapia e bochechos com clorexidina.
  4. D) Analgesia com opioide sistêmico e bochechos com água gelada.

Pérola Clínica

Mucosite oral grave por quimio/radioterapia → Analgesia sistêmica (opioide) + manejo local (bochechos com dexametasona) para controle da dor e inflamação.

Resumo-Chave

A mucosite oral é uma complicação comum e debilitante da quimioterapia e radioterapia, causando dor intensa e dificuldade de alimentação. O manejo envolve analgesia sistêmica, frequentemente com opioides, e tratamento local para reduzir a inflamação e promover a cicatrização, como bochechos com corticoides (dexametasona).

Contexto Educacional

A mucosite oral é uma complicação inflamatória e ulcerativa da mucosa oral, frequentemente induzida por quimioterapia e radioterapia, especialmente em tratamentos para câncer de cabeça e pescoço. Ela causa dor intensa, dificuldade para deglutir e falar, impactando significativamente a qualidade de vida do paciente e podendo levar à desnutrição e interrupção do tratamento oncológico. O diagnóstico é clínico, baseado na presença de eritema, edema e úlceras na cavidade oral. A gravidade é classificada por escalas que consideram a extensão das lesões e o impacto na função. O manejo é multifacetado e visa aliviar a dor, prevenir infecções secundárias e promover a cicatrização. A conduta terapêutica inclui analgesia sistêmica, muitas vezes com opioides, para controlar a dor severa. Localmente, bochechos com soluções contendo corticoides (como dexametasona) são eficazes para reduzir a inflamação e a dor. Outras opções incluem bochechos com lidocaína para alívio sintomático, crioterapia para prevenção em alguns regimes de quimioterapia e laserterapia de baixa intensidade para cicatrização. A adequação da dieta e a higiene oral são fundamentais.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais causas de mucosite oral em pacientes oncológicos?

A mucosite oral é uma complicação comum da quimioterapia e radioterapia, especialmente em tratamentos que envolvem a região de cabeça e pescoço, como no caso de neoplasia de laringe, devido ao dano direto às células da mucosa oral.

Qual a melhor abordagem para o alívio da dor na mucosite oral grave?

Para mucosite oral grave, a analgesia sistêmica com opioides é frequentemente necessária para controlar a dor intensa. Além disso, medidas locais como bochechos com soluções analgésicas ou anti-inflamatórias, como dexametasona, são importantes.

Além da analgesia, quais outras medidas são importantes no manejo da mucosite oral?

Outras medidas incluem adequação da dieta (alimentos macios, frios, não ácidos), hidratação oral, higiene bucal rigorosa com escovas macias e, em alguns casos, laserterapia de baixa intensidade para promover a cicatrização e reduzir a dor.

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