UDI 24h - Hospital UDI Teresina (PI) — Prova 2021
A mucormicose refere-se a uma infecção potencialmente fatal causada por fungos da família Mucorales. As condições abaixo constituem risco aumentado para o desenvolvimento da patologia ora em tela com exceção:
Mucormicose = infecção oportunista em imunocomprometidos (neutropenia, cetoacidose, glicocorticoides, desferroxamina).
A mucormicose é uma infecção fúngica grave que afeta principalmente pacientes imunocomprometidos. Fatores como neutropenia, acidose metabólica (especialmente cetoacidose diabética), uso de glicocorticoides e tratamento com desferroxamina aumentam o risco. Hipoglicemia factícia, por si só, não é um fator de risco para mucormicose.
A mucormicose é uma infecção fúngica invasiva e potencialmente fatal, causada por fungos da ordem Mucorales, como Rhizopus, Mucor e Lichtheimia. Embora rara, sua incidência tem aumentado, especialmente em populações imunocomprometidas. A rápida progressão da doença e a alta mortalidade tornam o reconhecimento precoce dos fatores de risco e o diagnóstico rápido cruciais para a sobrevida do paciente. Os principais fatores de risco para mucormicose incluem condições que comprometem a imunidade inata, como neutropenia prolongada (comum em pacientes onco-hematológicos), diabetes mellitus descompensado (particularmente cetoacidose diabética, devido à acidose e ao excesso de ferro livre), uso de corticosteroides em altas doses e por tempo prolongado, transplante de órgãos sólidos ou de células-tronco hematopoéticas, e tratamento com desferroxamina (um quelante de ferro que pode aumentar a disponibilidade de ferro para o fungo). A hipoglicemia factícia, que é a hipoglicemia causada por administração exógena de insulina ou sulfonilureias sem indicação médica, não é um fator de risco direto para mucormicose. Não há evidências de que a hipoglicemia, seja ela qual for a causa, comprometa a imunidade de forma a predispor a essa infecção fúngica. O manejo da mucormicose envolve antifúngicos sistêmicos (anfotericina B) e, frequentemente, desbridamento cirúrgico agressivo do tecido infectado.
Os principais fatores de risco incluem imunossupressão grave (neutropenia, transplante de órgãos, HIV avançado), diabetes mellitus descompensado (especialmente cetoacidose diabética), uso prolongado de corticosteroides, tratamento com desferroxamina, trauma e queimaduras extensas.
Na cetoacidose diabética, a acidose metabólica e os altos níveis de glicose e ferro livre no sangue criam um ambiente favorável para o crescimento dos fungos Mucorales, que prosperam em condições ácidas e utilizam o ferro para sua proliferação.
A desferroxamina, um quelante de ferro, pode paradoxalmente aumentar a disponibilidade de ferro para os fungos Mucorales, que possuem sistemas de captação de ferro de alta afinidade, tornando-os mais virulentos e facilitando a infecção em pacientes com sobrecarga de ferro.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo