UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2021
Reconhecida como patologia por Rokitansky em 1842, pensava-se que a mucocele do apêndice se tratava de um processo inflamatório da obstrução da sua luz. O termo mucocele foi utilizado pela primeira vez por Fere, em 1876, para descrever um apêndice alargado, com muco. Em 1940, Woodruff e Mcdonald classificaram a mucocele em dois tipos: benigna, causada pela obstrução da luz do apêndice; e maligna representando um adenocarcinoma mucinoso. De acordo com essa patologia, marque a alternativa CORRETA:
Mucocele apendicular → diagnóstico pré-operatório difícil, aspiração percutânea CONTRAINDICADA (risco pseudomixoma peritoneal).
A mucocele do apêndice é frequentemente um achado incidental ou confundida com outras condições abdominais agudas. A aspiração ou biópsia percutânea é proscrita devido ao alto risco de ruptura e disseminação do conteúdo mucinoso, levando ao pseudomixoma peritoneal, uma condição grave.
A mucocele do apêndice é uma condição rara, caracterizada pela distensão do lúmen apendicular devido ao acúmulo de mucina. Embora rara, sua importância reside no potencial de malignidade e na complicação grave do pseudomixoma peritoneal. Historicamente, foi classificada em benigna (cisto de retenção, hiperplasia mucosa, cistoadenoma mucinoso) e maligna (cistoadenocarcinoma mucinoso). O diagnóstico pré-operatório da mucocele é desafiador, pois os sintomas são inespecíficos ou ausentes, sendo frequentemente confundida com apendicite aguda, cistos ovarianos ou outras massas abdominais. Exames de imagem como ultrassonografia e tomografia podem sugerir o diagnóstico, mas a confirmação é histopatológica. É crucial evitar a aspiração percutânea ou biópsia, pois a ruptura do apêndice e o extravasamento de mucina podem levar ao pseudomixoma peritoneal, uma condição com alta morbidade e mortalidade. O tratamento é cirúrgico, geralmente apendicectomia, com cuidado para evitar a ruptura. Em casos de suspeita de malignidade ou pseudomixoma, a cirurgia pode ser mais extensa. Dada a associação com outras neoplasias mucinosas, especialmente no cólon e ovário, a pesquisa de tumores sincrônicos é fundamental, com colonoscopia e avaliação ginecológica. O prognóstico depende do tipo histológico e da presença de pseudomixoma peritoneal.
A aspiração percutânea é contraindicada devido ao risco significativo de extravasamento do conteúdo mucinoso para a cavidade peritoneal. Isso pode levar à formação do pseudomixoma peritoneal, uma condição grave caracterizada pelo acúmulo de mucina e células epiteliais no peritônio.
Os principais diagnósticos diferenciais incluem apendicite aguda, massas ovarianas (cistos ou tumores), diverticulite e outras massas abdominais. O diagnóstico pré-operatório é desafiador devido à inespecificidade dos sintomas.
Há uma associação significativa entre mucocele apendicular e outras neoplasias mucinosas, especialmente do cólon e ovário. Portanto, é crucial realizar uma investigação completa para identificar tumores sincrônicos ou metacrônicos, o que pode impactar o planejamento cirúrgico e o acompanhamento.
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