MTHFR Heterozigose: Abortamento de Repetição e Evidências Terapêuticas

UFPR/HC - Complexo Hospital de Clínicas da UFPR (PR) — Prova 2018

Enunciado

Gestante em sua quarta gestação, sexta semana gestacional, com história de três abortamentos precoces, nos quais se excluíram causas anatômicas, cromossômicas e hormonais, procurou serviço especializado no SUS para orientação e endosso de tratamento instituído pelo médico de saúde suplementar, após ter sido submetida por ele a um extenso painel de pesquisa de trombofilias hereditárias e adquiridas. Um único exame resultou alterado, a metilenotetraidrofolato redutase (MTHFR), em heterozigose. O referido colega orientou tratamento durante toda a gestação com imunoglobulina humana, heparina e injeção intralipídica, informando-a de que ela iria conseguir levar a gestação atual a termo com essas medidas. Se você fosse o responsável pelo atendimento desse serviço, daria para ela a seguinte orientação:

Alternativas

  1. A) manter a heparina, pois trata-se de trombofilia hereditária.
  2. B) nenhuma das orientações, pois não se configura diagnóstico de trombofilia, seja adquirida, seja hereditária
  3. C) manter a imunoglobulina endovenosa, que é o tratamento mais efetivo e consagrado. 
  4. D) incluir ácido acetil salicílico 100 mg ao dia durante toda a gestação. 
  5. E) manter injeção intralipídica, que é bem estabelecida por pesquisas consistentes.

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