PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2025
Homem de 25 anos apresenta pústula na região medial da coxa direita há sete dias. A lesão evoluiu com o surgimento de eritema, calor e edema progressivos na pele circunjacente. Está em uso de cefalexina há quatro dias, porém não apresentou melhora. Nega febre, calafrios ou prostração. Não possui comorbidades e nega uso de drogas quaisquer. É militar em curso de formação e jogador do time de futebol da Academia de Polícia. Ao exame físico, PA 120/74 mmHg, FC 64 bpm, FR 16 ipm, SpO2 98% (em ar ambiente). Está orientado. Apresenta edema, calor e rubor na região medial da coxa direita, com lesão abaulada de consistência amolecida e ponto de flutuação. Assinale a alternativa que apresenta um tratamento INADEQUADO para esse paciente:
Abscesso com flutuação = Drenagem. Falha de Cefalexina em grupo de risco → Pensar em CA-MRSA.
O CA-MRSA é comum em comunidades fechadas (militares/atletas). O tratamento exige drenagem e antibióticos que cubram MRSA (Clindamicina, SMX-TMP), não beta-lactâmicos comuns.
O Staphylococcus aureus resistente à meticilina de origem comunitária (CA-MRSA) difere do MRSA hospitalar por possuir frequentemente a toxina Panton-Valentine Leukocidin (PVL), que causa necroses teciduais e abscessos recorrentes. O perfil de resistência é mais restrito aos beta-lactâmicos, mantendo sensibilidade a outras classes. Em pacientes com coleções purulentas, a incisão e drenagem são fundamentais. A antibioticoterapia é adjunta e deve ser direcionada pelo perfil epidemiológico. O uso de Amoxicilina-Clavulanato é inadequado aqui pois, embora cubra produtores de beta-lactamase, não vence a resistência mediada pelo gene mecA do MRSA.
A Cefalexina é uma cefalosporina de 1ª geração eficaz contra S. aureus sensível à meticilina (MSSA). No entanto, o paciente é militar e atleta, grupos de risco clássicos para CA-MRSA (Staphylococcus aureus resistente à meticilina de origem comunitária), que é resistente a todos os beta-lactâmicos comuns.
A drenagem cirúrgica é o tratamento definitivo para abscessos com ponto de flutuação. Sem a drenagem, a penetração do antibiótico no tecido necrótico e purulento é mínima, o que explica a persistência da lesão mesmo com medicação.
As opções orais principais incluem Sulfametoxazol-Trimetoprim, Clindamicina e Doxiciclina. Em casos graves ou hospitalares, utiliza-se Vancomicina, Linezolida ou Daptomicina.
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