Difteria: Reconheça as Placas Pseudomembranosas e Pescoço Taurino

ENARE/ENAMED — Prova 2025

Enunciado

Os movimentos antivacina, causados por um sistema de desinformação, trazem muitos danos para as pessoas não vacinadas, pois já está mais que provado pela ciência que vacinas são muito efetivas e salvam vidas.Uma dessas doenças preveníveis por vacinas tem como manifestação clínica típica a presença de placas pseudomembranosas branco-acinzentadas, aderentes, que se instalam nas amígdalas e invadem estruturas vizinhas. Essas placas podem se localizar na faringe, na laringe e nas fossas nasais; e, com menos frequência, também são observadas na conjuntiva, na pele, no conduto auditivo, na vulva, no pênis (pós-circuncisão) e no cordão umbilical. A doença manifesta-se clinicamente por comprometimento do estado geral do paciente, que pode se apresentar prostrado e pálido. A dor de garganta é discreta, independentemente da localização ou da quantidade de placas existentes, e a febre normalmente não é muito elevada, variando de 37,5 °C a 38,5 °C, embora temperaturas mais altas não afastem o diagnóstico. Nos casos mais graves, há intenso edema do pescoço, com grande aumento dos gânglios linfáticos dessa área (pescoço taurino) e edema periganglionar nas cadeias cervicais e submandibulares. Dependendo do tamanho e da localização da placa pseudomembranosa, pode ocorrer asfixia mecânica aguda no paciente, o que muitas vezes exige imediata traqueostomia para evitar a morte.A descrição acima é característica de:

Alternativas

  1. A) vírus sincicial respiratório;
  2. B) difteria;
  3. C) faringo-amigdalite por estreptococo;
  4. D) sífilis;
  5. E) sarampo.

Pérola Clínica

Placas pseudomembranosas aderentes + pescoço taurino + dor de garganta discreta = Difteria.

Resumo-Chave

A difteria, causada pelo Corynebacterium diphtheriae, é caracterizada por pseudomembranas aderentes que podem causar obstrução das vias aéreas e o sinal do "pescoço taurino" devido à linfadenopatia. É uma doença grave, prevenível por vacinação.

Contexto Educacional

A difteria é uma doença infecciosa aguda e grave, causada pela bactéria Corynebacterium diphtheriae, que produz uma potente exotoxina. Embora a incidência tenha diminuído drasticamente devido à vacinação em massa, surtos ainda podem ocorrer em populações com baixa cobertura vacinal, tornando seu reconhecimento crucial para residentes. A doença é caracterizada pela formação de pseudomembranas aderentes, branco-acinzentadas, que se instalam nas mucosas, principalmente orofaríngea, nasal e laríngea. A fisiopatologia da difteria envolve a ação da toxina diftérica, que causa necrose tecidual e inflamação, levando à formação das pseudomembranas. Estas podem se estender e causar obstrução das vias aéreas superiores, resultando em asfixia mecânica, uma das complicações mais temidas. Outro sinal clássico é o "pescoço taurino", um edema cervical intenso com linfadenopatia, que reflete a resposta inflamatória local e a disseminação da toxina. O diagnóstico é clínico, mas a confirmação laboratorial por cultura é importante. O tratamento da difteria envolve a administração imediata de antitoxina diftérica para neutralizar a toxina circulante, além de antibióticos (penicilina ou eritromicina) para erradicar a bactéria e prevenir a transmissão. Em casos de obstrução das vias aéreas, a traqueostomia pode ser necessária. A prevenção é a medida mais eficaz, realizada através da vacina DTP (difteria, tétano e coqueluche), que faz parte do calendário vacinal infantil e requer reforços na vida adulta.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais clínicos mais característicos da difteria?

Os sinais mais característicos da difteria incluem a presença de placas pseudomembranosas branco-acinzentadas e aderentes nas amígdalas e faringe, além do "pescoço taurino" devido ao edema cervical e linfadenopatia.

Como a difteria pode levar à asfixia e qual a conduta de emergência?

As placas pseudomembranosas podem crescer e obstruir as vias aéreas superiores, levando à asfixia. A conduta de emergência, em casos graves, pode ser a traqueostomia imediata para garantir a passagem de ar.

Qual é o agente etiológico da difteria e como ela é prevenida?

A difteria é causada pela bactéria Corynebacterium diphtheriae, que produz uma toxina. A prevenção é feita através da vacinação, geralmente com a vacina DTP (difteria, tétano e coqueluche).

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