USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2024
Mulher de 28 anos chega à unidade de pronto atendimento vítima de múltiplos ferimentos por arma branca há 30 minutos, evoluindo a óbito após 3 horas, mesmo após ser submetida a cirurgia de emergência e receber todos os cuidados necessários. Dentre os exames laboratoriais, foi constatado teste de gravidez positivo. Como a instituição deve notificar esse óbito?
Morte materna não obstétrica = óbito durante gestação por causa incidental/acidental, não relacionada à gravidez.
A classificação da morte materna é crucial para a vigilância epidemiológica. Óbitos durante a gestação por causas externas (trauma, acidentes) são considerados mortes maternas não obstétricas, pois não são diretamente causados ou agravados pela gravidez ou seu manejo.
A morte materna é definida como o óbito de uma mulher durante a gestação ou até 42 dias após o término, independentemente da duração ou local da gravidez, por qualquer causa relacionada ou agravada pela gravidez ou seu manejo, mas não por causas acidentais ou incidentais. A vigilância epidemiológica da morte materna é um indicador crucial de saúde pública, refletindo a qualidade da assistência à saúde da mulher. A classificação da morte materna é vital para a análise e intervenção. A morte materna obstétrica direta resulta de complicações obstétricas (gravidez, parto, puerpério). A morte materna obstétrica indireta é causada por doença preexistente ou desenvolvida durante a gravidez, não diretamente obstétrica, mas agravada pelos efeitos fisiológicos da gestação. Já a morte materna não obstétrica, como no caso de trauma por arma branca, ocorre durante a gestação por causas acidentais ou incidentais, não relacionadas ou agravadas pela gravidez. A correta identificação e notificação de cada tipo de morte materna são essenciais para direcionar políticas públicas e programas de saúde materno-infantil. Compreender essas distinções permite aos profissionais de saúde e gestores focar em estratégias preventivas e de tratamento mais eficazes, visando a redução da mortalidade materna e a melhoria da saúde da mulher.
A morte materna é classificada em obstétrica direta (causada por complicações da gravidez), obstétrica indireta (doença preexistente agravada pela gravidez) e não obstétrica (causa incidental/acidental durante a gestação).
A notificação correta é fundamental para a vigilância epidemiológica, permitindo identificar as causas e propor intervenções para reduzir a mortalidade materna, um importante indicador de saúde pública.
A morte materna obstétrica indireta ocorre por doença preexistente ou desenvolvida na gravidez, não diretamente obstétrica, mas agravada pela gestação. A não obstétrica é por causa incidental ou acidental, não relacionada à gravidez em si.
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