HIVS - Hospital Infantil Varela Santiago (RN) — Prova 2015
Gestante portadora de cardiopatia desencadeia insuficiência cardíaca congestiva na 1ª hora do parto e vai a óbito. Como deve ser classificada essa morte materna?
Morte materna indireta = doença preexistente agravada pela gestação/parto.
A morte materna indireta ocorre devido a uma doença preexistente ou desenvolvida durante a gestação, não diretamente obstétrica, mas agravada pelos efeitos fisiológicos da gravidez. A cardiopatia é um exemplo clássico de condição que pode levar a esse tipo de óbito.
A morte materna é um indicador crítico da saúde de uma população e da qualidade da assistência obstétrica. A Organização Mundial da Saúde (OMS) define morte materna como o óbito de uma mulher durante a gestação ou até 42 dias após o término, independentemente da duração ou local da gravidez, por qualquer causa relacionada ou agravada pela gravidez ou por sua condução, mas não por causas acidentais ou incidentais. A classificação da morte materna é essencial para a vigilância epidemiológica e para direcionar políticas de saúde. Ela é dividida em morte materna direta, que resulta de complicações obstétricas (ex: hemorragia, distúrbios hipertensivos), e morte materna indireta, que é o foco desta questão. A morte materna indireta ocorre devido a uma doença preexistente ou que se desenvolveu durante a gestação, não diretamente obstétrica, mas que foi agravada pelos efeitos fisiológicos da gravidez. No caso apresentado, a cardiopatia preexistente da gestante, descompensada para insuficiência cardíaca congestiva durante o parto, caracteriza uma morte materna indireta. Para residentes, é vital reconhecer que o manejo adequado de condições crônicas em gestantes é um pilar na prevenção dessas mortes, exigindo uma abordagem multidisciplinar e acompanhamento pré-natal rigoroso.
A morte materna direta resulta de complicações obstétricas (ex: hemorragia, infecção, pré-eclâmpsia), enquanto a indireta é causada por doença preexistente agravada pela gravidez (ex: cardiopatia, diabetes).
A classificação correta é fundamental para a vigilância epidemiológica, identificação das causas e planejamento de ações de prevenção e melhoria da assistência à saúde materna e infantil.
Doenças cardiovasculares, diabetes, doenças infecciosas (como HIV/AIDS), doenças autoimunes e outras condições crônicas que se descompensam durante a gestação ou puerpério.
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