Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2020
Gestante de 30 semanas, 42 anos de idade, com HIV em tratamento irregular, apresenta quadro de pneumonia refratária a tratamento e vai a óbito. Classifica-se esse caso como morte materna:
Morte materna indireta → doença preexistente agravada pela gravidez (ex: HIV + pneumonia).
A morte materna indireta ocorre por doenças preexistentes ou que se desenvolvem durante a gravidez, não diretamente relacionadas às causas obstétricas, mas agravadas pelos efeitos fisiológicos da gestação, como a imunossupressão no caso de HIV.
A morte materna é definida como o óbito de uma mulher durante a gestação ou em até 42 dias após o término da gestação, independentemente da duração e local da gravidez, por qualquer causa relacionada ou agravada pela gravidez ou por medidas a ela relacionadas, mas não por causas acidentais ou incidentais. É um importante indicador de saúde pública e um desafio global. A classificação da morte materna é crucial para a vigilância epidemiológica e para o planejamento de intervenções. A morte obstétrica direta resulta de complicações obstétricas. A morte obstétrica indireta, como no caso da questão, ocorre por doenças preexistentes ou que se desenvolvem durante a gravidez, não diretamente relacionadas às causas obstétricas, mas agravadas pelos efeitos fisiológicos da gestação. O HIV, especialmente com tratamento irregular, compromete o sistema imunológico, tornando a gestante mais vulnerável a infecções graves como a pneumonia, que pode ser fatal. O manejo de doenças crônicas e infecciosas na gestação, como o HIV, é fundamental para prevenir mortes maternas indiretas. Um pré-natal adequado, com acompanhamento multidisciplinar e adesão ao tratamento antirretroviral, é essencial para melhorar o prognóstico materno-fetal. A identificação e o controle de fatores de risco são pontos de atenção para residentes.
A morte materna direta resulta de complicações obstétricas (ex: hemorragia, infecção, pré-eclâmpsia). A morte materna indireta é causada por doenças preexistentes ou que surgem na gestação, agravadas pelos efeitos fisiológicos da gravidez, sem serem de causa obstétrica direta.
As principais causas de morte materna indireta incluem doenças cardiovasculares, diabetes mellitus, doenças infecciosas como HIV e tuberculose, doenças autoimunes e outras condições médicas que são exacerbadas pela gravidez.
O HIV, por si só, é uma doença preexistente. Se uma gestante com HIV morre devido a uma complicação relacionada à imunossupressão (como pneumonia refratária), essa morte é classificada como materna indireta, pois a gravidez agravou a condição subjacente.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo