UNCISAL - Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas — Prova 2018
Assinale a alternativa que responde CORRETAMENTE à pergunta abaixo. Gestante apresenta quadro de embolia pulmonar maciça durante o trabalho de parto de gravidez a termo. Permaneceu na UTI e teve seu óbito constatado após 30 dias do parto. Qual o tipo de morte?
Morte materna indireta = doença pré-existente/desenvolvida na gravidez, agravada pelos efeitos fisiológicos da gestação.
A morte materna é definida como o óbito de uma mulher durante a gravidez ou até 42 dias após o término, por causas relacionadas ou agravadas pela gestação. A embolia pulmonar, embora agravada pelo estado hipercoagulável da gravidez, é frequentemente classificada como morte materna obstétrica indireta, pois a doença de base (tromboembolismo) não é uma complicação obstétrica direta.
A morte materna é um indicador crítico da saúde de uma população e da qualidade dos serviços de saúde. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelece uma definição clara para a morte materna, que engloba óbitos ocorridos durante a gravidez ou até 42 dias após o término, desde que relacionados ou agravados pela gestação ou seu manejo. É fundamental para a vigilância epidemiológica e para a formulação de políticas públicas a correta classificação dessas mortes. As mortes maternas são categorizadas em obstétricas diretas e indiretas. As diretas são aquelas que resultam de complicações obstétricas da gravidez, parto e puerpério, como hemorragias, distúrbios hipertensivos e infecções. Já as mortes maternas obstétricas indiretas são aquelas que resultam de doenças preexistentes ou que se desenvolveram durante a gravidez, não diretamente relacionadas a causas obstétricas, mas que foram agravadas pelos efeitos fisiológicos da gestação. Exemplos incluem cardiopatias, diabetes e, como no caso da questão, a embolia pulmonar. No cenário apresentado, a gestante com embolia pulmonar maciça durante o trabalho de parto, falecendo 30 dias após o parto, se enquadra na definição de morte materna obstétrica indireta. Isso ocorre porque a gravidez induz um estado de hipercoagulabilidade, aumentando o risco de eventos tromboembólicos como a embolia pulmonar. Embora a embolia ocorra durante a gestação, a doença de base (tromboembolismo) é considerada uma condição médica agravada pela gravidez, e não uma complicação obstétrica direta. A correta classificação é vital para direcionar as estratégias de prevenção e tratamento, focando tanto nas complicações obstétricas quanto nas comorbidades agravadas pela gestação.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) define morte materna como o óbito de uma mulher durante a gravidez ou dentro de 42 dias após o término da gravidez, independentemente da duração e local da gestação, por qualquer causa relacionada ou agravada pela gravidez ou por seu manejo, mas não por causas acidentais ou incidentais.
A morte materna obstétrica direta resulta de complicações obstétricas da gravidez, parto e puerpério (ex: hemorragia, pré-eclâmpsia grave). A morte materna obstétrica indireta resulta de doença pré-existente ou desenvolvida durante a gravidez, não devido a causas obstétricas diretas, mas agravada pelos efeitos fisiológicos da gestação (ex: cardiopatia, embolia pulmonar).
A embolia pulmonar é considerada uma causa de morte materna indireta porque, embora o risco seja significativamente aumentado pelo estado hipercoagulável da gravidez, a condição tromboembólica subjacente não é uma complicação obstétrica direta do parto ou puerpério, mas sim uma doença agravada pela fisiologia gestacional.
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