CCG - Centro de Cirurgia Geral (MS) — Prova 2017
Associe a coluna romana com a coluna em numeral: I. Morte materna direta; II. Morte materna tardia; III. Morte materna indireta; IV. Morte materna não obstétrica.; 1. Mulher de 29 anos que faleceu no terceiro dia de pós-operatório por complicações de DHEG grave.; 2. Mulher de 35 anos que faleceu 6 meses após a realização de parto cesáreo, onde foi esquecido uma compressa.; 3. Mulher de 19 anos, vítima de acidente automobilístico e que teve parto normal há 3 meses.; 4. Paciente que faleceu na 28 semana de IG por complicações de um estenose mitral.
Morte materna direta = complicação obstétrica; Indireta = doença pré-existente agravada; Tardia = 42d-1 ano pós-parto; Não obstétrica = causas externas.
A classificação da morte materna é crucial para a vigilância epidemiológica. Direta é por complicação obstétrica (ex: DHEG), indireta por doença pré-existente agravada pela gravidez (ex: estenose mitral), tardia ocorre entre 42 dias e 1 ano pós-parto, e não obstétrica é por causas externas não relacionadas à gravidez.
A morte materna é um indicador sensível da qualidade da assistência à saúde e um grave problema de saúde pública. A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde classificam a morte materna para fins de vigilância epidemiológica, o que é crucial para identificar as causas e implementar estratégias de prevenção. A definição padrão é a morte de uma mulher durante a gravidez ou dentro de 42 dias após o término da gravidez, independentemente da duração e do local da gravidez, por qualquer causa relacionada ou agravada pela gravidez ou por sua condução, mas não por causas acidentais ou incidentais. A classificação detalhada inclui: Morte Materna Direta (resultante de complicações obstétricas), Morte Materna Indireta (resultante de doença pré-existente ou que se desenvolveu durante a gravidez, agravada pelos efeitos da gestação), Morte Materna Tardia (ocorre entre 42 dias e um ano após o término da gravidez, por causas obstétricas diretas ou indiretas) e Morte Não Obstétrica (causas acidentais ou incidentais não relacionadas à gravidez). Para residentes, especialmente em Ginecologia e Obstetrícia, o domínio dessa classificação é fundamental para a correta notificação, análise de óbitos e participação em comitês de mortalidade materna. Compreender as nuances de cada tipo de morte permite uma melhor identificação de falhas na assistência e a implementação de medidas preventivas para reduzir esses eventos trágicos.
Morte materna direta é aquela resultante de complicações obstétricas da gravidez, parto e puerpério, ou de intervenções, omissões, tratamento incorreto ou de uma cadeia de eventos resultantes de qualquer uma dessas causas, como a DHEG grave.
A morte materna indireta é causada por doença pré-existente ou que se desenvolveu durante a gravidez, mas não por causa obstétrica direta, sendo agravada pelos efeitos fisiológicos da gravidez (ex: estenose mitral). A morte não obstétrica é por causas externas ou acidentais, não relacionadas à gravidez ou suas complicações.
A morte materna tardia ocorre entre 42 dias e um ano após o término da gravidez, por causas obstétricas diretas ou indiretas, ou seja, ainda relacionadas à gestação e suas consequências.
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