Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2025
Uma mulher iniciou, 15 dias após o parto, febre alta persistente, dor abdominal mal localizada, hipotensão, taquicardia e estado geral comprometido. Foi diagnosticada com choque séptico causado por uma endometrite. Apesar de todos os esforços da equipe, após 03 dias, veio a óbito. Como deve ser classificada essa morte materna?
Morte materna direta = óbito por complicação obstétrica (ex: choque séptico por endometrite).
A morte materna direta é definida como aquela resultante de complicações obstétricas da gravidez, parto ou puerpério, ou de intervenções, omissões, tratamento incorreto ou de uma cadeia de eventos decorrentes dessas causas. O choque séptico por endometrite pós-parto se encaixa perfeitamente nessa definição.
A classificação da morte materna é fundamental para a vigilância epidemiológica e para a formulação de políticas de saúde pública. A Organização Mundial da Saúde (OMS) define morte materna como o óbito de uma mulher durante a gravidez ou dentro de 42 dias após o término da gravidez, independentemente da duração e local da gravidez, por qualquer causa relacionada ou agravada pela gravidez ou por sua condução, mas não por causas acidentais ou incidentais. As mortes maternas são classificadas em diretas e indiretas. A morte materna direta é aquela que resulta de complicações obstétricas da gravidez, parto ou puerpério, de intervenções, omissões, tratamento incorreto ou de uma cadeia de eventos decorrentes dessas causas. O caso descrito, com choque séptico secundário a endometrite pós-parto, é um exemplo clássico de morte materna direta, pois a infecção é uma complicação direta do puerpério. Já a morte materna indireta é aquela que resulta de doença preexistente ou desenvolvida durante a gravidez, não diretamente relacionada a causas obstétricas, mas agravada pelos efeitos fisiológicos da gestação. Exemplos incluem cardiopatias, diabetes ou doenças autoimunes. A compreensão precisa dessas classificações é crucial para residentes, permitindo a correta análise de casos e a implementação de medidas preventivas.
A morte materna direta resulta de complicações obstétricas da gravidez, parto ou puerpério. A indireta resulta de doença preexistente ou desenvolvida na gravidez, não obstétrica, mas agravada pelos efeitos da gestação.
As principais causas incluem hemorragia, distúrbios hipertensivos da gravidez (pré-eclâmpsia/eclâmpsia), infecções (sepse puerperal), aborto inseguro e complicações do parto.
O período puerperal para fins de classificação de morte materna se estende até 42 dias após o término da gravidez. Mortes ocorridas após esse período, mas relacionadas à gravidez, são classificadas como mortes maternas tardias.
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