Morte Fetal Intrauterina: Conduta e Manejo Essencial

Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2025

Enunciado

Uma paciente de 30 anos, G3P2, com 38 semanas de gestação, apresenta-se com dor abdominal intensa, distensão abdominal e ausência de movimentos fetais. A ultrassonografia revela morte fetal intrauterina e sinais de sofrimento fetal agudo. Qual é a conduta inicial mais comentada?

Alternativas

  1. A) Indução do parto vaginal com prostaglandinas.
  2. B) Realizar um exame de Doppler para avaliar a circulação placentária.
  3. C) Realizar cesariana imediata para evitar complicações maternas.
  4. D) Monitorar os sinais restritos do paciente e agendar cesariana por 48 horas.

Pérola Clínica

Morte Fetal Intrauterina a termo → indução do parto vaginal (prostaglandinas) é a conduta inicial preferencial.

Resumo-Chave

Em casos de morte fetal intrauterina confirmada em gestação a termo, a indução do parto vaginal é a conduta inicial mais segura e recomendada para a mãe, a menos que existam contraindicações obstétricas para o parto vaginal. A cesariana imediata não é indicada, pois não há emergência fetal e o risco materno é maior.

Contexto Educacional

A morte fetal intrauterina (MFIU) é definida como a morte de um feto após 20 semanas de gestação ou com peso fetal superior a 500 gramas, antes da expulsão completa do corpo materno. É uma complicação devastadora para os pais e um desafio clínico para os profissionais de saúde. A etiologia é multifatorial, incluindo causas maternas (hipertensão, diabetes, trombofilias), fetais (anomalias cromossômicas, infecções) e placentárias (insuficiência placentária, descolamento). O diagnóstico é confirmado pela ultrassonografia, que demonstra a ausência de atividade cardíaca fetal. Uma vez confirmada a MFIU, a conduta inicial mais comentada e geralmente preferencial, especialmente em gestações a termo, é a indução do parto vaginal. Isso se deve ao menor risco de morbidade e mortalidade materna associado ao parto vaginal em comparação com a cesariana, que deve ser reservada para situações com contraindicações obstétricas ao parto vaginal (ex: placenta prévia, cesariana anterior com risco de rotura uterina). A indução pode ser realizada com prostaglandinas (como o misoprostol), que promovem o amadurecimento cervical e as contrações uterinas, ou ocitocina. É crucial oferecer suporte psicológico e emocional aos pais durante todo o processo. Complicações maternas potenciais incluem coagulopatia (coagulação intravascular disseminada), especialmente se houver um atraso prolongado entre a morte fetal e o parto, infecção e hemorragia. O manejo deve ser individualizado, considerando a idade gestacional, a condição materna e as preferências da paciente, sempre priorizando a segurança da mãe e o suporte ao luto.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas de morte fetal intrauterina?

Os sinais e sintomas de morte fetal intrauterina incluem ausência de movimentos fetais percebidos pela mãe, diminuição do crescimento uterino, e, em alguns casos, dor abdominal ou sangramento vaginal. O diagnóstico é confirmado por ultrassonografia que demonstra ausência de batimentos cardíacos fetais.

Por que a indução do parto vaginal é a conduta preferencial em MFIU a termo?

A indução do parto vaginal é preferencial porque apresenta menor morbidade materna (menor risco de infecção, hemorragia, complicações anestésicas e tempo de recuperação) em comparação com a cesariana. Além disso, permite que a mulher vivencie o processo de parto, o que pode ser importante para o luto.

Quais são as opções de agentes para indução do parto em casos de MFIU?

Os agentes mais comumente utilizados para a indução do parto em casos de morte fetal intrauterina incluem as prostaglandinas, como o misoprostol (oral ou vaginal), que promovem o amadurecimento cervical e as contrações uterinas. A ocitocina também pode ser utilizada, especialmente após o amadurecimento cervical.

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