FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2023
O termo “morte encefálica” pode ser considerado como definição legal de morte. É a completa e irreversível parada de todas as funções do cérebro. Considerando o enunciado, é INCORRETO afirmar:
Morte encefálica = parada completa e irreversível de todas as funções cerebrais. Excluir hipotermia (<35°C) e fatores de confusão.
O diagnóstico de morte encefálica exige a exclusão rigorosa de fatores de confusão, como hipotermia e distúrbios metabólicos, que podem mimetizar a condição. A cintilografia cerebral, quando utilizada, demonstra ausência de fluxo sanguíneo cerebral, não por pressão sistólica insuficiente, mas pela elevação da pressão intracraniana que impede a perfusão.
A morte encefálica é a definição legal de morte no Brasil e em muitos países, caracterizada pela completa e irreversível parada de todas as funções do cérebro, incluindo o tronco cerebral. Seu diagnóstico é de extrema importância, não apenas para a declaração de óbito, mas também para a possibilidade de doação de órgãos. O Conselho Federal de Medicina (CFM) estabelece diretrizes rigorosas para o diagnóstico, que incluem a exclusão de fatores de confusão e a realização de exames clínicos e complementares. Para um diagnóstico preciso, é mandatória a exclusão de condições reversíveis que possam mimetizar a morte encefálica, como hipotermia profunda (temperatura corporal abaixo de 35°C), intoxicações por sedativos ou bloqueadores neuromusculares, e distúrbios metabólicos graves. O paciente deve estar normotérmico e sem influência de drogas depressoras do sistema nervoso central. O exame neurológico deve demonstrar coma aperceptivo, ausência de reflexos de tronco cerebral e apneia. Exames complementares, como a cintilografia cerebral, são utilizados para confirmar a ausência de fluxo sanguíneo cerebral, um dos pilares do diagnóstico. A cintilografia, ao não mostrar enchimento das artérias intracranianas, evidencia a parada circulatória cerebral, que ocorre devido à elevação da pressão intracraniana acima da pressão arterial média, impedindo a perfusão. A correta aplicação desses critérios é fundamental para evitar erros diagnósticos e garantir a segurança jurídica e ética do processo.
O Conselho Federal de Medicina (CFM) estabelece fases preparatória, de exame clínico e de exames complementares, além da fase de exame documental, com rigorosos critérios para confirmação da morte encefálica.
A hipotermia profunda (temperatura corporal < 35°C) pode deprimir as funções neurológicas e mimetizar a morte encefálica, sendo crucial aquecer o paciente para uma avaliação neurológica fidedigna.
A cintilografia cerebral documenta a ausência de fluxo sanguíneo para o cérebro, um critério confirmatório de morte encefálica, indicando a parada irreversível da circulação cerebral.
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