UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2017
No Brasil, a doação de órgãos para transplante ainda representa um tabu para parte da sociedade. O número de doadores por milhão de habitantes mantém-se abaixo dos níveis de países desenvolvidos. Assinale a alternativa correta em relação à doação de órgãos no país:
Doação de órgãos no Brasil → exige 2 exames clínicos + 1 complementar para morte encefálica, e consentimento familiar.
A comprovação da morte encefálica é um processo rigoroso e legalmente definido no Brasil, essencial para a doação de órgãos. Além disso, o consentimento familiar é mandatório, ressaltando a importância da comunicação e educação sobre o tema.
A doação de órgãos no Brasil é um tema de grande relevância social e médica, com um sistema regulamentado que busca otimizar o número de transplantes. A principal fonte de órgãos para transplante provém de doadores falecidos, cuja morte é diagnosticada como morte encefálica. O diagnóstico de morte encefálica é um processo médico e legalmente complexo, que exige a realização de dois exames clínicos por médicos diferentes e um exame complementar que comprove a ausência irreversível de atividade cerebral (como EEG, angiografia cerebral, Doppler transcraniano ou cintilografia cerebral). Após a confirmação da morte encefálica, a doação de órgãos só pode ocorrer com o consentimento expresso da família do paciente, independentemente de qualquer desejo manifestado pelo indivíduo em vida. Este é um ponto crucial e muitas vezes mal compreendido pela população. A organização da fila de espera para transplantes é de responsabilidade do Sistema Nacional de Transplantes (SNT), seguindo critérios técnicos como compatibilidade sanguínea, peso, urgência e tempo de espera, e não apenas cronológicos. A doação intervivos, embora importante, é uma modalidade secundária e restrita a alguns órgãos (rim, parte do fígado, medula óssea), não sendo a principal modalidade de transplante hepático no país. Residentes devem estar cientes de todo o processo, desde o diagnóstico de morte encefálica até a abordagem familiar, para atuar de forma ética e eficaz.
O diagnóstico de morte encefálica no Brasil exige a realização de dois exames clínicos por médicos diferentes e um exame complementar que comprove a ausência irreversível de atividade cerebral, como EEG, angiografia cerebral, Doppler transcraniano ou cintilografia cerebral.
Sim, no Brasil, o consentimento familiar é mandatório para a doação de órgãos de doadores falecidos, mesmo que o indivíduo tenha manifestado em vida o desejo de ser doador. A decisão final cabe à família.
A fila de espera para transplantes no Brasil é gerenciada pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT), seguindo critérios técnicos como compatibilidade sanguínea, peso, urgência clínica do receptor e tempo de espera, e não apenas a ordem cronológica.
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